Como ser bondosa,

Plural: bondosos Feminino: bondosa. Frases com a palavra bondoso. Fonte: Pensador. Nem mesmo o homem mais bondoso consegue ficar em paz, / se isso não agrada ao seu vizinho mau. - Friedrich Schiller. Quando leres a biografia de um grande criminoso, antes de condená-lo, agradece ao céu bondoso por não ter-te colocado, com a tua cara honesta ... Ser amável faz parte da personalidade de cada um, mas há sempre um esforço envolvido. Amar os outros nem sempre é fácil, mas ao construir relacionamentos saudáveis, desenvolver uma autoimagem positiva e fazer escolhas positivas quanto ao estilo de vida, você conseguirá seguir sua jornada sendo uma pessoa bondosa e amável. Ser alguém legal, bonzinho – como muitos rotulam –, é uma virtude que aguarda nossa redescoberta e nossa valorização renovada e sem conflitos. Alain de Botton é filósofo, escritor e ficou conhecido por aplicar conceitos filosóficos para resolver dilemas do dia a dia. É um dos idealizadores da The School of Life e autor de diversos ... Este adjetivo parece ser somente usado no sentido de «que tem ou faz bondade, que indica bondade». Assim, a oração em apreço estaria errada. No entanto, podemos fazer uma segunda leitura, assumindo que «coisa bondosa» indica «atitudes ou gestos bondosos», ou seja, alguém pede a outra pessoa que tenha gestos ou atitudes de bondade. Propósito. Incentivar as crianças a serem bondosas para com os outros. Preparação. Em espírito de oração, estude Lucas 10:25–37 e João 13:34–35, 15:12.Ver também Mateus 22:36–40 e Princípios do Evangelho (31110 059), capítulo 30.. Prepare-se para cantar ou repetir a letra de “Ama Sempre ao Teu Irmão”, p. 39 (Músicas para Crianças).A letra está incluída no final deste ... Ser bondoso é como plantar um sorriso a cada instante. Obrigado por teres plantado tantos sorrisos em mim! Augusto Branco. 80 compartilhamentos. Adicionar à coleção. Ver imagem. Nem mesmo o homem mais bondoso consegue ficar em paz, se isso não agrada ao seu vizinho mau. Como Ser Bondoso. Ser bondoso é muito importante para quem dar mais propósito à vida e ter uma convivência mais harmoniosa com as outras pessoas. Assim, é possível melhorar a vias de comunicação, ser mais compreensivo e trazer coisas boas... Propósito. Ajudar cada criança a entender a importância de ser bondosa com os animais. Preparação. Em espírito de oração estude Gênesis 2:19–20; 6–8.. Materiais necessários:

Alunos de merda

2020.09.16 18:33 Indecisa_No_Nome Alunos de merda

estou extremamente puta com o pessoal da sala de aula da minha irmã. Ela sempre fala que gosta do pessoal da sala, que tem sorte, que eles são legais e um monte de coisas. Okay, beleza. Minha irmã é a pessoa mais bondosa que eu conheço, e isso é ótimo. Mas o problema é que ela não estava gostando de como estava as conversar da sala (só putaria) e saiu. Se desculpou (coisa que acho que não tem muito sentido) e falou que não era pra ela, que ela não concordava mas gostava de todo mundo. Agora vem a parte que me deixa puta. A sala vai ter uma viagem de formatura, que iria para uma chácara (nem sei se esse é nome certo), 5 dias direto, piscina, festa todo dia, essas coisas ai. Com o COVID, eles tiveram que adiar e estão fazendo algumas reuniões para falar sobre. Como a minha irma saiu do grupo, eles a excluíram e não falaram da reunião. ELES EXCLUÍRAM A MENINA SIMPLESMENTE POR NÃO FAZER PARTE DO GRUPO. ela não participou da reunião pq obviamente não sabia que teria. Agora, pra pedir as merdas da lição, pedem, ficam enchendo o saco dela para passar, pedem respostas da porra da atividade e mais um monte de merda. “Ah, mas ela deveria prestar atenção nos comunicados da escola” porra, a coordenadora passa os comunicados para uma aluna e ela passa pro resto. Essa aluna de merda não passou para minha irmã. Agora, a mesma menina sempre pede lição pra minha irmã. Custava o que para falar que ia ter reunião? O que? Hein? Eu odeio ser grossa, falar palavrão, mas eu não estou me aguentando. Mas que merda
submitted by Indecisa_No_Nome to desabafos [link] [comments]


2020.09.11 23:59 Pretty-Gap7378 Doença mental

Sinto que algo não está bem. Sinto um sufoco no peito que não me deixa respirar, um nó na garganta que não se desfaz. Tento, de todas as formas e feitios, encontrar o culpado desta dor que me aflige e sufoca a alma. Após desabafos, fármacos e mais fármacos, concluo que a culpa reside em mim. Durante anos carrego-a como se fosse uma sombra. Persegue-me a cada passo, conseguindo-a ignorar apenas na escuridão. Se há reflexão tenho vindo a fazer ao longo dos meus miseráveis 24 anos de existência é a de que as minhas tentativas de encontrar a culpa do meu sofrimento não me levaram a lugar nenhum, se não antes a piorar a minha própria dor.
Vou-vos contar uma história. Nasci numa pequena aldeia. Apesar de sempre ter vivido nessa pequena e pacata aldeia à beira-mar plantada, nunca senti que aquela fosse a minha casa. Isto porque, em parte, cresci e morei até aos 3 anos de idade numa casa muito pobre, mas cheia de amor, a casa da minha querida avó Maria, numa outra pequena aldeia no campo. Maria do Carmo, de seu nome, é a típica avó que surge nos filmes da Disney, uma senhora idosa e frágil, mas de um coração e bondade enormes. Tal como nos contos de fadas, a minha avó também me ensinou a ser bondosa, respeitar o outro, ter compaixão, a partilhar e sobretudo a amar. Fui muito feliz naquele casebre, onde brincava desde o nascer ao por do sol na natureza, convivia com os animais da quinta e ajudava nas pequenas tarefas que me faziam sorrir.
Com os 3 anos feitos, tinha chegado a altura de entrar no jardim de infância. A adaptação foi fácil, as funcionárias eram carinhosas e faziam-me lembrar de alguma forma a educação e valores transmitidos pela minha avó. Tudo mudou quando chegou a altura de entrar na escola primária. Até aquela data, só conhecia amor, carinho e bondade. Tudo se desmoronou depois, o meu conto de fadas havia terminado. A escola primária localizava-se precisamente na pequena aldeia onde nasci. Aqui as pessoas eram frias e mesquinhas e, tal como os abutres, esperavam sempre a próxima vítima para se poderem alimentar da sua dor. Não possuíam qualquer tipo de cultura e a sua vida insignificante resumia-se a um consumismo desenfreado que lhes trazia, presumo eu, algum tipo de alívio à sua triste existência.
Fui obrigada, por motivos profissionais quer da minha mãe, que trabalhava longe, quer do meu pai, que fazia turnos rotativos, a passar muito mais do que as 8 horas de escola a conviver com aquela gente tóxica. Aos 6 anos de idade, após alguns meses naquela escola e a conviver 12 horas por dia com aquela gente, vim a desenvolver uma depressão infantil. Com muita psicoterapia, consegui ultrapassá-la, mas as sequelas ficaram até hoje.
Ainda hoje culpo a minha mãe por ser ausente e egocêntrica, talvez exagere nas acusações, uma vez que esta nunca me abandonou efetivamente, mas culpo-a por me ter deixado naquele ambiente hostil, que mudou até hoje a minha personalidade e me deixou marcas para sempre.
Este é, possivelmente, o evento mais traumático pelo qual já passei até hoje e sei que provavelmente nunca irei conseguir ultrapassa-lo verdadeiramente. Hoje, em retrospetiva, percebo que a minha depressão se deveu ao facto de sofrer abusos psicológicos por parte das pessoas com quem passava a maior parte do meu tempo e por me sentir indefesa, já que os meus pais estavam demasiado longe para me protegerem. Vou contar-vos um exemplo, durante o intervalo escolar, era hábito as mães dos alunos irem à escola dar os lanches aos seus pequenotes (sim, ouviram bem), elas não tinham trabalho, então dedicavam-se inteiramente a tarefas mundanas para ocupar o seu tempo. Por incrível que vos pareça, eu era a única criança naquele intervalo que não tinha um pai ou avó por perto. Lanchava completamente sozinha, a um canto, como uma pessoa sem amigos. Além destes episódios, nunca tive sorte com as pessoas que me rodeavam que, apesar de crianças, também elas já haviam crescido naquele ambiente tóxico e mesquinho e conseguiam ser realmente más. Uma vez, obrigaram-me a pisar cocó de cão sob a ameaça que iriam dizer aos meus pais que eu me tinha despido em frente a um rapaz da escola (algo que constituía obviamente uma mentira) e eu, indefesa, simplesmente cedi. São feridas que nunca saram, algo que não se explica.
O ambiente familiar também não ajudava, o contraste de uma casa alegre e feliz, a dos meus avós, com a dos meus pais era enorme. Contextualizando, irei descrever-vos brevemente a minha mãe: uma senhora aparentemente simpática e comunicativa, de boa aparência que possui um emprego estável. A realidade: uma pessoa completamente desequilibrada a nível mental que possui algo a que eu classifico como o transtorno dos transtornos, isto porque ela apresenta traços de várias condições psiquiátricas e não há forma de lidar com isso. Primeiro, viciada em compras – o meu pai tem um bom ordenado e ainda assim conseguíamos passar dificuldades todos os meses – depois, acumuladora compulsiva – estão a ver aqueles programas em que as pessoas têm a sua casa amontoada de lixo até ao teto? – sim é isto mesmo, a diferença é que há pessoas aqui para arrumar a casa e que deitam efetivamente as coisas para o lixo. Além disso, é uma pessoa extremamente egoísta e egocêntrica, com características subtis de narcisismo – achar que tem sempre razão, os seus problemas são os piores do mundo, enfim. Isto foi um pequeno resumo, ah e esperem, ela também tem características típicas de síndrome boderline, quando uma pessoa explode por coisíssima nenhuma. Estão a ver o filme aqui em casa não estão?
O meu pai, uma pessoa calma, pacifica, muito perfecionista. O seu maior defeito, ter a minha mãe como sua mulher. É triste dizer isto, mas é verdade.
Depois da depressão infantil, a minha vida não ficou mais fácil, pelo contrário, virou uma catástrofe. A mudança da escola primária para o ciclo poderia ter sido uma experiência positiva, já que iria conhecer pessoas novas, talvez melhores que as anteriores. Isso foi, em parte, verdade, porém o problema é que eu era uma criança muito feia. Quando digo feia não estou a exagerar, cheguei a receber o prémio de rapariga mais feia da escola (a sério), houve um concurso amador feito pelos rapazes da minha turma, que fizeram questão de me fazer chegar o prémio. Desde aí, o clima era terrível, rapazes a gozarem comigo, raparigas a excluírem-me porque não iriam ser amigas de uma pessoa terrivelmente horrorosa, cheia de borbulhas pustulentas na cara e dentes tortos e amarelos.
Quando a puberdade acabou, as coisas começaram a melhorar, e muito. Deixei de usar óculos, deixei de ter borbulhas, o patinho feio tinha deixado de ser assim tão feio. A minha vida deu uma volta de 360º, conheci os amigos que tenho até hoje e estou muito grata por este percurso, apesar de todo o sofrimento que passei durante os meus primeiros 14 anos de existência.
No entanto, de vez em quando, surge esta angústia, esta dor que não desaparece, esta ânsia por culpar alguém, que na realidade não existe. Julgo que não serei capaz de ultrapassar todos os traumas a 100%, mas gostaria de os esquecer, nem que um bocadinho. Há dias que olho para um objeto e subitamente lá surge uma memória ou outra associada a um dos muitos episódios de trauma vividos na infância. É algo que me afeta e afetará para sempre, mas também é algo que me define enquanto ser humano. Sinto-me, apesar de tudo, orgulhosa por ter ultrapassado tudo sozinha e ter conseguido tornar-me na pessoa que sou hoje. Já tive os meus altos e baixos, muito baixos mesmo, dos quais não me orgulho. Mas a vida é mesmo assim, uma aprendizagem. Quem nunca errou?
submitted by Pretty-Gap7378 to desabafos [link] [comments]


2020.08.28 12:44 Lady_Unicron Sou babaca por ficar com o Crush da minha amiga?

Olá Luba, turma, editores, gatas, papelões mortos e possível convidado(a), pode me chamar de Iron, pois é assim que vão me conhecer.
A minha história é praticamente quando conheci o amor da minha vida que namoro até hoje (não fica mal lubinha, se eu achei alguém, tu também acha).
Tudo começou como um dia normal no nosso “chat/grupo” de conversa, conheci muita gente legal quando entrei pois uma garota havia me visto no app e resolveu ser bondosa e me colocar no grupo, fui recebida muito bem (a maioria era menino, mas não faz diferença), tinha mais 4 garotas além de mim e me tornei bem amiga delas e dos meninos, por eu ser a “novata” eu estava recebendo bastante atenção e uma das meninas não gostou muito, ela sempre queria chamar mais atenção, eu estava de boas quanto a isso.
Eu tinha medo do meu namorado na época por que todo mundo me falava meio mal dele “Ele é muito sério, não é legal” e blá blá blá, um dia fui abraçar ele em uma ação de RPG e ele saiu voando pelo “susto” . . .mas logo voltou (sim. . .a gente conversava e fazia RPG), depois de um tempo ficamos “a sós” e nós ficamos juntos. . .ele me fez voar e no final eu beijei ele. . .a menina apareceu e ficou tentando desviar a atenção, daí já vem a galera me perguntar “você tá gostando de fulano?” e eu fica meio hesitante de falar, mas dizia que sim e sempre falavam “outra que gosta dele” . . .nessa hora eu fiquei meio abalada, mas lembrei que ele não estava namorando, então fui pedir a ajuda dessa menina que vou chamar de Karls. Fui até karls e contei pra ela que eu estava gostando do (vou chamar meu namorado de Lew) Lew, ela começou a me dar um sermão e falando que gostava dele também daí eu comecei a me sentir mal e tentei deixar os meus sentimentos de lado (os: Karls já estava namorando outro cara e tava afim do Lew).
Lew percebeu aquilo e nunca me deixava me afastar e Karls vinha me dar sermão e falar que ia se matar. . .isso me deixava ruim, mas um dia Karls e o Lew estavam brigando e ela fala para ele “Eu te odeio” e ele respondeu dizendo “Mas a Iron(eu) me ama, não é Iron?” eu fiquei tão em dúvida no que dizer e soltei um “talvez” e para tentar aliviar a tenção resolvi brincar também “ah. . .e você me ama, não é?” e ele apenas disse “sim, amo sim” . . .nessa hora ficou eu e um amigo(Sd) meu surtando de alegria, por que ele estava afim da Karls e eu estava tentando ajudar ele a ficar com ela.
Então um dia a gente entrou em Call, primeiro foi só o SD e Lazer (dois amigos meus), depois o Lew apareceu e ficaram me chamando para entrar. . . então entrei na call. . .todo mundo ficou me chamando de fofa por conta da voz. . .até o Lew e eu ficava envergonhada obviamente.
Quando o Lew foi “embora” para terminar a tarefa dele. . .eu estava nas nuvens, ela era totalmente diferente comigo. . .daí o Lazer veio me perguntar na call “Você sabe que o Lew namora né?” nessa hora. . .meu mundo desabou de baixo dos meus pés, se eu não estivesse sentada. . .eu caia com certeza, nesse dia eu xinguei tanto o Lew no privado. . .e chorei que deu até dor de cabeça, ele começou a me contar a verdade, que ele não estava namorando, ele só era amigo da menina que falaram que ele estava namorando, me senti mal por xingar ele e fui xingar o Laser, daí ele me veio falar “eu PENSEI que eles namorassem, já que ficam de abraços e emoji” . . .queria tanto socar ele, mas fazer o que. Um tempo depois a gente começou a namorar e Karls sempre vindo tentar nos separar ou tentar chamar atenção do Lew, mas só ganhava a minha por que eu não gostava de ver ela daquele jeito (ela tinha terminado com o “ex” dela e começado a namorar o SD) e então um dia ela surtou, começou a falar um monte de coisa como “eu te amo, aquele dia que ficamos a sós foi tão bom, por que ela e não eu?” e etc. . .eu queria chorar por que tinha machucado ela, mas o Lew tomou a frente e começou a falar para ela “eu escolhi a Iron(eu) por que ela. . .” e começou a comparar nós duas . . .me senti mal, mas fiquei feliz de ver que ele me achava tudo aquilo, ela saiu do nosso chat/grupo e criou um dela sem nós dois. . .até hoje nosso chat é ativo e ela sumiu por muito tempo do app, mas sempre falava com o SD e o Laser, um dia ela falou que ela tinha traído o SD com a namorada do Laser. . .isso deixou eles abalados. . .todo o sentimento de querer perdoa-la se foi, por que ela machucou os meus amigos.
Sou babaca por namorar o Lew e não querer perdoar ela?
submitted by Lady_Unicron to TurmaFeira [link] [comments]


2020.08.11 00:58 Pageh74 Bloqueio emocional

Eu desde o início da puberdade tenho meio que negado meus sentimentos por alguns fatos que ocorreram na infância e eu sempre tendo que matar a calma por ser o "homem da casa", alguns exemplos que posso dar foi quando fomos chutado da casa da minha avó da noite pro dia q era onde eu e minha mãe moravamos, dormimos uma noite no carro e no outro dia alugamos uma casa bem merda pra viver (agora já saímos de lá), quando eu estava na casa do meu avô dando insulina nele e ele teve um parada cardíaca e faleceu na minha frente, também tem as vezes que meu pai que é bem ausente botava a mão na minha cara e falava q a culpa de eu não ter um pai presente era minha por ser um filho desamoroso, eu sinto que eu me nego a deixar sentir sentimentos mas não acredito mto nisso, pelo menos até esse ano, eu estava pela primeira vez quase num relacionamento sério com algm e ela me "traiu" na minha frente (ainda não tínhamos nada combinado mas tava praticamente encaminhado e eu já me sentia num relacionamento), isso foi no carnaval e desde então venho tendo uma dificuldade pra sentir qualquer emoção duradoura, claro fico triste, feliz, animado mas dura pouco tempo, minha mãe mesmo já me perguntou se eu estava bem porque eu era uma pessoa bondosa e alegre, agora ela diz q eu estou praticamente sem empatia, eu me sinto bem ainda, trato geral bem mas muitos já me falaram isso, tô me sentindo bem idiota contando isso como se fosse mudar algo mas né, eu deveria procurar um psicólogo ou algo do tipo? Ou com o tempo deve passar?
submitted by Pageh74 to desabafos [link] [comments]


2020.07.15 02:15 Yvgne QualFoiAPiorCoisaQueVcsJáFizeram?

Omitindo detalhes pois já sei à opinião das pessoas a respeito do que eu fiz.Cometi monstruosidades, mas ninguém jamais ia esperar isso de mim e ao esconder tudo isso minha vida se tornou um total caos, mas se eu falar acho que vai piorar mil vezes, e eu nao sei oq fazer...Hj eu entendo a gravidades dos meus atos e acho que já paguei por eles .... Ao mesmo tempo que fiz essas coisas erradas, eu tbem fiz coisas boas...Hj está um conflito dentro de mim [Quem Sou Eu?] Como eu pude fazer aquilo e ao mesmo ter atitudes bondosas ... Chega a certo ponto que eu nao me conheço ...Hoje estou com fobia social por causa disso tudo, e uma parte da minha mente diz que eu mereço isso e sei que se as pessoas soubessem o que eu fiz iam dizer o mesmo ... A parte ruim é essa, eu mereço uma segunda chance. O que é ser bom? O que é ser ruim? De onde à bondade e à maldade vêm ? O que é vida ? O que é à morte ? O que isso tudo que nos cerca? Qual propósito? é tantas perguntas ? A decepcão vai ser grande demais, se eu eu contar o que eu fiz para às pessoas ao meu redor ... E as consequências pior ainda ....Bom nao sei oq fazer...
submitted by Yvgne to desabafos [link] [comments]


2020.06.30 08:07 arrux1 Eu odeio meu estágio e não aguento mais mesmo estando de Home Office

Oi gente, eu sei de toda a situação econômica do país, que está muito difícil conseguir um emprego ou um estágio e quem consegue parece ser muito privilegiado por isso (e é) mas existe o outro lado da moeda.
Há uma quantidade enorme de pessoas que estão em empregos que não tem absolutamente nada a ver com ela (isso me inclui), aturando chefes com egos do tamanho do mundo, presenciando cenas que te violentam e te deixam desconfortáveis diariamente para poder se sustentar, se alimentar e as vezes ajudar sua família. É uma estrutura que me deixa profundamente triste, o quanto a sociedade cobra um trabalho para que você sobreviva e se edifique como pessoa mas a que custo emocional? Eu odeio como todas as minhas forças o meu chefe e a minha empresa e o meu sonho é conseguir um outro emprego e trocar de estágio, e eu estou aceitando ate vagas que paguem um pouco menos para sair do ambiente tóxico que é o meu trabalho. Lá é um lugar que o salário para os estagiários da minha área *humanas* é bem acima da média e recentemente eu recebi um aumento, o que acaba me prendendo lá é justamente a questão da remuneração.
Atualmente faço faculdade fora do meu Estado de origem, porém devido a pandemia estou trabalhando em home office e acabei voltando para casa dos meus pais nesse meio tempo. Tenho uma relação complicada com meus pais e por isso mesmo decidi me virar em outro estado, tive uma criação estupidamente sexista, religiosa e superprotetora e meus pais surtaram quando eu decidi ser sincera com eles e falar que não era mais virgem e bebia bebida alcoolica AOS 21+ ANOS. Para além disso eu sou bissexual e bem esporadicamente (uso menos de 1 vez no mes) uso algumas drogas sinteticas (estou pensando em parar depois da faculdade) e maconha, porém eles não sabem disso e são tópicos que eu nem ouso entrar em acordo com eles no momento atual pois minha relação já é conturbada o bastante e eu acho que nem tem sentido. O ponto é que quando comecei a ganhar meu dinheiro e pagar minhas contas etc, me senti muito mais livre para ser quem eu sou e viver a vida que eu queria e querendo ou não meus pais acabam me "respeitando" mais por isso.
Porém tenho muitos problemas com o meu estágio. Primeiro que atuo em um ramo majoritariamente masculino e eu sofro um assédio sexual muito pesado por parte dos funcionários. Eu tento ser educada com todo mundo e tratar todo mundo bem, pois isso é da minha personalidade e para além disso eu sou estagiária né mas isso me consome e me deixa fodidamente triste. Os caras nitidamente se aproveitam da minha posição para me tratar como bem querem. Eu já tomei "fiu fiu" de funcionário saindo do transporte público a caminho do trabalho, já passaram a mão em mim no horário de almoço, constantemente ficam pedindo meu whatsapp com a desculpa que é para algo do trabalho e eu acabo recebendo propostas altamente indevidas fora do meu expediente. O meu escritório é devastadoramente barulhento pois dividimos espaço com uma oficina e o fato de estar de home office tem me poupado muito dessas coisas. Outro problema é algo que muita gente aqui com certeza também passa: o meu chefe é uma pessoa com uma personalidade muito difícil de lidar. Ele é aquela figura autoritária, ranzinza e que não entende muito o lado dos funcionários. As vezes ele me lembra um pouco ao michael do the office na parte do ego, pois ele acha que todo mundo da empresa ama muito ele se acha ele a pessoal mais legal e bondosa do mundo mas na real ele é um crápula machista. Ele é metódico, tem mania de perseguição, nunca acata nossas sugestões e acha que qualquer resultado ruim é culpa nossa (nunca é a gerência ruim dele), inclusive ele simplesmente quer colocar a culpa do resultado dos lucros não terem atingindo a meta desse último quadrimestre na gente, ignorando completamente o fato que ESTAMOS NO MEIO DE UMA PANDEMIA E PASSANDO POR UMA RECESSÃO ECONOMICA HISTÓRICA!!!!!!!!!!!! Nossa eu to muito possessa. E olha que eu não estou no escritório, imagina se estivesse.
Minhas aulas da univ estão suspensas devido a pandemia e terei ead logo logo, porém pensar na volta presencial do meu estágio é um pesadelo. Eu sei que isso uma hora ou outra vai acontecer e está cada vez mais próximo, mas eu não queria de jeito nenhum nesse momento, não queria voltar a trabalhar presencialmente lá nunca mais e isso tem me consumido demais durante esse período de reclusão.
submitted by arrux1 to desabafos [link] [comments]


2020.06.20 04:53 altovaliriano As visões na Casa dos Imortais

Como forma de preparação para o lançamento do fascículo da HQ de A Fúria dos Reis com as visões na Casa dos Imortais, resolvi explorar as interpretações que o fandom dá às visões que Daenerys vê no local.
A parte sobre as três fogueiras, três montarias e três traições não constam aqui, pois não são visões.
Numa sala, uma bela mulher estendia-se nua no chão enquanto quatro homenzinhos rastejavam por cima dela. Tinham caras pontiagudas de ratazana e mãozinhas cor-de-rosa, como o criado que lhe tinha trazido o copo de sombra da tarde. Um deles subia e descia entre as suas coxas. Outro atacava seus seios, mordendo seus mamilos com a boca úmida e vermelha, rasgando e mastigando.
A interpretação desta visão tem muito consenso entre os leitores. É muito aceita a explicação de que a mulher representaria Westeros, enquanto os homenzinhos seriam os reis disputando o poder após a morte de Robert Baratheon.
Aonde as leituras diferem é quando tentam explicar porque há 4 homenzinhos, quando a guerra teve cinco pretendentes a rei. Alguns dizem que é porque Renly já estava morto, enquanto outros dizem que é porque Balon ainda não havia sido coroado.
Mais à frente, viu um festim de cadáveres. Massacrados de forma selvagem, os convivas jaziam espalhados por cima de cadeiras viradas e mesas de montar estilhaçadas, estatelados em poças de sangue coagulando. Alguns tinham perdido membros, ou até a cabeça. Mãos cortadas seguravam taças ensanguentadas, colheres de pau, aves assadas, nacos de pão. Num trono acima deles, estava sentado um morto com cabeça de lobo. Usava uma coroa de ferro e segurava numa mão uma perna de cordeiro como um rei seguraria um cetro, e seus olhos seguiram Dany com um apelo mudo.
Sem dúvida, a primeira premonição do Casamento Vermelho.
Ela fugiu dele, mas só até a próxima porta aberta. Conheço esta sala, pensou. Lembrava-se daquelas grandes vigas de madeira e das faces de animais esculpidas que as adornavam. E ali, do lado de fora da janela, um limoeiro! Vê-lo fez o coração de Dany doer de saudade. É a casa da porta vermelha, a casa em Bravos. Assim que aquele pensamento atravessou seu espírito, Sor Willem entrou na casa, apoiando-se pesadamente em sua bengala.
Princesinha, aqui está – ele disse em sua voz áspera e bondosa. – Venha, venha até mim senhora, está em casa agora, está a salvo agora – sua grande mão enrugada estendeu-se para ela, suave como couro velho, e Dany quis pegá-la e beijá-la, desejou isso mais do que já tinha desejado qualquer outra coisa na vida. O pé avançou, e então pensou: Ele está morto, está morto, o querido velho urso, morreu há muito tempo. Recuou e fugiu.
Esta visão é decifrada pela própria Daenerys. Porém, é a primeira vez que temos uma descrição do interior da casa da porta vermelha. A casa representa a sensação de pertencimento que Daenerys busca desde criança. Por isto quase cedeu à tentação vendo a miragem.
Por fim, um grande par de portas de bronze surgiu à sua esquerda, mais grandiosas do que as outras. Abriram-se quando se aproximou, e teve de parar e olhar. Para além delas estendia-se um cavernoso salão de pedra, o maior que alguma vez vira. Os crânios de dragões mortos miravam-na das paredes. Num trono elevado cheio de farpas, sentava-se um velho com ricos trajes, de olhos escuros e longos cabelos cinza-prateados.
Que ele seja rei de ossos esturricados e carne assada – disse para um homem que estava embaixo. – Que seja rei de cinzas – Drogon guinchou, enterrando as garras em seda e pele, mas o rei em seu trono não o ouviu, e Dany seguiu adiante.
Há certo consenso que esta visão representa Aerys antes de ser morto por Jaime, ordenando a Rossart que tocasse fogo em Porto Real com fogovivo.
Seu primeiro pensamento, na vez seguinte em que parou, foi Viserys, mas um segundo olhar fez Dany mudar de ideia. O homem tinha os cabelos do irmão, mas era mais alto, e seus olhos eram de um tom escuro de índigo, e não lilases.
Aegon – ele disse para uma mulher que amamentava um recém-nascido numa grande cama de madeira. – Que nome seria melhor para um rei?
Fará uma canção para ele? – a mulher perguntou.
Ele já tem uma canção. É o príncipe que foi prometido, e é sua a canção de gelo e fogo – ergueu o olhar quando disse aquilo, e seus olhos encontraram os de Dany, e pareceu que a via ali em pé através da porta. – Terá de haver mais um – ele disse, embora Dany não soubesse dizer se estava falando para ela ou para a mulher na cama. – O dragão tem três cabeças – dirigiu-se ao banco da janela, pegou uma harpa e seus dedos correram com leveza sobre as cordas prateadas. Uma doce tristeza encheu o quarto enquanto homem, esposa e bebê se desvaneciam como a neblina da manhã, deixando para trás apenas a música a fim de apressá-la.
As pessoas nesta visão são Rhaegar, Elia e o bebê Aegon, como o próprio GRRM confirmou.
É a primeira vez que a canção de gelo e fogo é mencionada, mas pelo que vimos, ela é uma espécie de canção profética que Rhaegar conhecia e atribuía a seu própri filho. Como sabemos via meistre Aemon que Rhaegar acreditava que era o príncipe que foi prometido, mas depois passou a acreditar que fosse seu filho Aegon, é muito provável que esta canção trate sobre o príncipe que foi prometido.
A menção ao número três para a cabeça dos dragões sugere que Rhaegar acreditava que precisava de um terceiro filho. Como seus filhos já se chamavam Aegon e Rhaenys, é teorizado que ele estaria tentado gerar uma nova filha, a quem daria o nome de Visenya. Muitos leitores encaram que era isto que ele tinha em mente quando raptou Lyanna Stark (que, por ironia, lhe deu um filho homem – Jon Snow).
Para além das portas encontrava-se um grande salão e um esplendor de feiticeiros. [...]
Esta visão dos Imortais é uma referência à idealização da aparência dos imortais. Magos poderosos que alcançaram a vida eterna costumam ser representados como belos e vistosos, mas a visão de Martin sobre as pessoas que procuram ter o poder de escapar da morte é mais parecida com a que vem a seguir: pessoas em putrefação.
Viserys gritou quando ouro derretido escorreu por sua cabeça e encheu sua boca. Um senhor alto, com pele de cobre e cabelo louro-prateado, ergueu-se sob um estandarte com um garanhão fogoso, tendo uma cidade incendiada como fundo. Rubis escorreram como gotas de sangue do peito de um príncipe moribundo, e ele caiu de joelhos na água, e com o seu último suspiro murmurou um nome de mulher…
Aqui há Viserys e Rhaegar morrendo (murmurando o nome de Lyanna), mas também há uma visão de uma realidade alternativa em que Rhaego tomava uma cidade, uma realização da profecia do Dosh Khaleen sobre o Garanhão que montou o mundo.
Mãe de dragões, filha da morte…
Aqui a aposta é a de que se refere ao fato de Daenerys ter nascido à custa da vida de sua mãe, assim como quase toda sua família morreu antes de ela nascer.
Brilhando como o pôr do sol, uma espada vermelha foi erguida na mão de um rei de olhos azuis que não projetava sombra. Um dragão de pano oscilou em mastros por cima de uma multidão exultante. De uma torre fumegante, um grande animal de pedra levantou voo, exalando fogo de sombras. …
O rei sem sombra de olhos azuis com a espada vermelha seria uma referência à Stannis. O dragão de pano exaltada pela multidão seria uma premonição sobre a aceitação da legitimidade de fAegon. O grande animal de pedra seria mais uma profecia falha, sobre a capacidade de Melisandre de acordar dragões da pedra – porém, há quem diga que seria uma alusão à escamagris contraída por Jon Connington.
Mãe de dragões, matadora de mentiras…
Os leitores acreditam que aqui os Imortais afirmavam que Daenerys seria quem desfaria os impostores acima.
Sua prata trotou pela grama, dirigindo-se a um riacho sombrio sob um mar de estrelas. Um cadáver ergueu-se à proa de um navio, de olhos brilhantes na face morta, lábios cinzentos sorrindo tristemente. Uma flor azul cresceu de uma fenda numa muralha de gelo e encheu o ar de doçura…
As visões acima parecem fazer referência à primeira noite de Daenerys com Drogo, enquanto a última parece uma referência à Jon Snow crescendo na Muralha. O fato da flor exalar doçura parece um indicativo de que ele e Daenerys terão um envolvimento romântico. Por esta razão, o cadáver na proa do navio sorrindo (“joy”) tristemente (“grey”), seria um indicativo de que Daenerys pode ter algum envolvimento com alguém da família Greyjoy, possivelmente Victarion já que ele parece estar marcado para morrer (especialmente com sua mão fumegante).
Mãe de dragões, noiva do fogo…
Alguns leitores acreditam que seria uma referência a Drogo ter sido cremado e a Jon ter uma mão queimada. Outros acreditam que seja uma referência a Daenerys ser uma noiva do fogo, a procura de um noivo do gelo.
E as visões vieram, cada vez mais rápidas, uma após a outra, até parecer que o próprio ar tinha ganhado vida. Sombras rodopiaram e dançaram dentro de uma tenda, elásticas e terríveis.
As sombras na tenda de Mirri Maz Durr, sem dúvida.
Uma menininha correu descalça para uma grande casa com uma porta vermelha.
Daenerys criança.
Mirri Maz Duur guinchou entre as chamas, com um dragão irrompendo de sua testa.
Mirri Maz Durr teria dado vida aos dragões.
Atrás de um cavalo prateado, o cadáver ensanguentado de um homem nu foi arrastado aos solavancos.
O cadáver do vendedor de vinhos que pretendia envenenar Daenerys.
Um leão branco correu por pastos mais altos do que um homem.
O hrakkar que Drogo matou.
À sombra da Mãe das Montanhas, uma fileira de velhas nuas saiu de um grande lago e ajoelhou-se tremendo diante dela, com a cabeça cinzenta inclinada.
Daenerys será reconhecida como o Garanhão que Monta o Mundo.
Dez mil escravos ergueram mãos manchadas de sangue enquanto ela passava por eles a galope em sua prata, correndo como o vento. “Mãe!”, gritaram. “Mãe, mãe!” Estendiam as mãos para ela, tocavam-na, puxavam seu manto, a barra de sua saia, seu pé, sua perna, seu seio. Desejavam-na, necessitavam dela, do fogo, da vida, e Dany arquejou e abriu os braços para se entregar a eles…
Escravos libertos de Yunkai, mas na visão eles a estão agarrando e então Daenerys entende que são os imortais que a estão puxando, tentando tirar seu poder e dragões.
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2020.06.07 19:36 trandus Meus chifres (e como fui do céu ao inferno)

Olá para todos que estão lendo (não vou enumerar todos, pois posso esquecer de alguém :) )
Há quase 4 anos, comecei o meu primeiro (e único) relacionamento. Era tudo perfeito, recebi uma declaração da garota perfeita, enquanto sentávamos numa árvore num dia ensolarado após a escola. Mas essa história é de tristeza, e não de felicidade, avancemos então quase um ano. Minha namorada se encontrava triste pois mudaria de cidade e queria se distrair, por isso decidiu se reunir com as amigas para beber (detalhe: ela tinha 15 anos na época). Avisei que não era uma boa ideia, mas ela não me escutava. No meio do acontecimento ela me envia mensagem pedindo permissão para ficar com uma amiga dela. Eu não queria deixar de jeito nenhum, mas ela acabou me "convencendo" dizendo que se eu não deixasse, eu não a amava de verdade. Então devido a minha fraqueza e insegurança, eu "deixei". Me senti muito mal naquele dia, mas pouco tempo depois ela já me ligava chorando e arrependida, falando que queria se matar, pois além de ter pego a amiga que eu "deixei", ela também pegou a outra, então para os chatos de plantão lendo isso, eu tenho um chifre "oficial". Obviamente como eu entendo que o perdão é importante, eu a perdoei e vivemos nossa vida feliz até o final de 2018. Nesta data fatídica, já tínhamos passado por muito. Nosso relacionamento se fortaleceu e tudo estava bem, apesar dela agora morar em outra cidade e só a ver uma vez por semana. Eu fazia tudo por ela. E ela sabia disso. Foi assim que num ataque de "fogo no rabo" ela sentiu a necessidade de ficar com outra amiga e me pediu a permissão. Mas não, dessa vez ela não conseguiria se aproveitar da minha fragilidade para ficar com a amiga, pois eu tinha crescido como pessoa. Mas ela fez pior. Me chantageou dizendo que se eu não deixasse ela terminaria comigo. Ela sabia que eu amava ela mais que tudo. Pegou bem no meu ponto fraco. Me senti obrigado a "deixar". Ela sabia que eu não deixara de verdade, mas para ela a aprovação oral era mais que o suficiente. Ela também tentou me tranquilizar dizendo que, pela amiga ter namorada, podia não rolar. E parou de falar comigo por horas, só falando comigo novamente na manhã do dia seguinte. Fiquei a noite inteira me revirando de agonia e enjoo imaginando o que podia estar acontecendo e me sentindo culpado por estar indo "longe demais" nas imaginações e desconfiando da pessoa a quem eu mais confiava. Porém, ao amanhecer, recebi a confirmação de que sim, ela tinha transado a noite inteira com a amiga (ou seja, passou de uma pegaçãozinha) e, além disso, ajudou a amiga a esconder da sua namorada o que acontecia, logo, essa amiga traiu a namorada com a minha namorada. Obviamente, como entendo que o perdão é algo importante, eu a perdoei depois que ela voltou desse lapso anti ético. E com o tempo passando a dor do chifre diminuía (sim, eu chamo de chifre sim, pois eu não realmente deixei, só sofri chantagem emocional) e eu voltei a estar na minha felicidade plena, por estar num relacionamento incrível, com pouquíssimos pontos ruins. Tivemos nosso terceiro aniversário de namoro e nos divertimos muito, já em 2019. Eu estava muito apaixonado e nunca deixei de estar. Até que do nada, 3 semanas depois ela termina comigo. Diz que não estava num momento bom pra ficar com ninguém (o que é mentira, pois 3 dias depois transou com um "amigo", com o qual oficializou um namoro pouco tempo depois) e que não sentia nada mais por mim e queria me ter como amigo. Obviamente desabei, mas isso nem foi o pior. O pior foi ver ela se transformando de uma pessoa bondosa e empática em uma pessoa mentirosa e manipuladora (ou sempre foi assim e só escondia bem?). Ela começou a mentir e me manipular toda vez que me via, me machucando ainda mais, até um dia parar de falar comigo completamente, mostrando que aquilo deu ser o melhor amigo dela ser mentira também, como tudo que ela falava. A mentira que mais dói é a que envolve ela ter falado pra mim que nunca me amou, apesar dela ter falado o contrário todo dia por 3 anos. Eu sinceramente não sei qual dos dois é a verdade. Agora depois de quase um ano estou com depressão e sem minha melhor amiga, meu porto seguro, pra me acompanhar. Não precisam se preocupar comigo, faço terapia e tomo meus remédios. Além disso, os vídeos do Luba que conheci por ser o PewDiePie brasileiro me dão uma alegria quando eu preciso me distrair. Muito obrigado. Semana que vem eu completaria 4 anos de namoro e a pediria em casamento, mas nem todo mundo pode ter um final feliz. Vou seguir firme e forte pra aguentar o passado e o futuro, apesar de todo dia lembrar dela e de como a amo (ou pelo menos da versão antiga dela). Obrigado Lubisco pela força que você me dá, assim como tantos outros dão
submitted by trandus to TurmaFeira [link] [comments]


2020.04.17 03:23 Gabriel_Revogais [Alerta de gatilho] Conto Surrealista - O Palco dos Demônios

O Palco dos Demônios
Comum vivia. Acordar, trabalhar, comer, dormir e descansar, quando podia. A vida, como o mesmo escolheu era isso. Só isso. O tempo inteiro. Comum não ligava para outras atividades. Ele queria ser bem-sucedido. Então a vida que escolhera o levaria ao abismo da monotonia, ao passo que de pouco em pouco realizava seus pequenos objetivos. O mesmo, infelizmente nunca tinha se questionado o porquê dessa vida, da rotina e dos objetivos. Comum só os seguia. Era outro dia da tortura (ele próprio não sabia disso) monótona e rotineira de Comum. Porém, no meio de sua jornada de trabalho, se deparou com algo obviamente inesperado: um erro. Ele errou aquele dia. Nunca, durante anos de Comum, cometera um erro sequer no seu dia a dia. Errou. Esse absurdo comunal foi percebido pelos seus Chefes e Comum se deparou com um novo desafio: precisava provar para os Outros e para ele mesmo que errar não era Comum a Comum. Durante isso, surgiu uma linda mulher, a imagem mais bela e perfeita que Comum pudesse imaginar. - Olá, Comum. – Disse a Autocrítica. Sua voz era baixa e estava levemente tímida, mal conseguia mostrar seu rosto à Comum. - Quem é você? Não me é estranha, mas mesmo assim não consigo reconhecê-la. – Afirmou Comum. - Sou a Autocrítica, prazer. É claro que me conhecesses, pertenço a ti desde que cometera seu primeiro deslize. E nunca irei abandoná-lo, pois sou fiel. - Posso confiar em você? Eu preciso da tua ajuda, errei e fui tolo, como poderei consertar meu destino? – Perguntou Comum, amedrontado. - Claro que sim, ‘tolo’. Eu assisti o seu erro. Foi um pecado. – Após dizer isso, Autocrítica soltou uma gargalhada. – Mas comigo, nada de errôneo voltará a acontecer, pois conheço cada parte de sua mente e juntos, somos fortes. - Não previa um erro, não previa nada. Só quero voltar a ter a vontade de buscar meu objetivo final. Eu aceito sua ajuda. – Disse Comum, de maneira ansiosa. Durante um grande período, Comum se uniu a Autocrítica. A força deles juntos era intensa, tão forte quanto o som de um sino no topo da Igreja. Autocrítica se mesclou com Comum, numa dança física e mental. Eram como água e açúcar. Impossível de diferenciá-los. Comum estava poderoso. Conseguia fazer de tudo, com dignidade e ‘perfeitamente’. O amor de Comum pela Autocrítica crescia a cada segundo. Comum tomou a atitude e numa mistura de desejo e ambição, o sexo com a Autocrítica foi poderoso, violento. Quem dera Comum poder prever seu destino. Cada dia que passava, a relação com a Autocrítica piorava. Não era mais amor. Era abuso. Dor. Perturbação. - Por que todo dia você come essa droga no café da manhã? Dessa forma ficará mais gordo ainda! - O seu carro é nojento, sempre está sujo. No seu tempo livre, preferes dormir e assistir TV do que lavar o carro, seu preguiçoso de merda! - É sério que só conseguiu produzir isso em UM DIA de trabalho? Até o Conhecido fez melhor hoje. Você não presta nem para fazer algo que já sabe! - Chegou em casa e vai dormir? Óbvio. É sempre assim. Tenho vergonha de você. A Autocrítica tinha total controle do corpo e mente de Comum. Ela gritava, estava mais alta, seus olhos arregalados, sua boca mostrando máximo de dentes possíveis e balbuciando a todo instante, como um cão feroz. Ela pariu duas filhas. Filhas dela com Comum. A primeira que nasceu, foi a Culpa. A segunda, Depressão. Comum, quando acordou no outro dia, não tinha mais o seu corpo. Não conseguia o mexer. Seus pensamentos, eram embolados e podia-se escutar três vozes saindo do seu âmago. Comum se transformou. Surge o Fantoche. Penetrado em alma e corpo pela mão forte da Autocrítica, Fantoche vivia uma experiência paradoxal. Autocrítica odiava ver Fantoche errar, mas a cada erro, aumentava seu poder. E a mesma controlava isso, portanto o erro não era algo do acaso. Era destinado a ocorrer. Quanto mais erros cometidos, Autocrítica, uma bondosa mãe, redistribuía o ódio como nutriente para suas filhas. Rapidamente, Culpa começou a falar com Fantoche. - Sempre errando, sempre errando... É vergonhoso e perturbador como você consegue falhar nas mínimas atividades. - Continuando assim perderá o emprego por justa causa e morrerá de fome. Pobre coitado. Depressão era mais lenta, demorou tempo para tomar corpo e ter um diálogo decente com Fantoche. Mas Autocrítica, Fantoche e a própria Depressão sabia que esse dia iria chegar. - Saindo do seu trabalho, ninguém sentirá pena ou saudade de você. É fraco. Os Outros sabem disso. É inútil, está cansado, então apenas se entregue. Os demônios controlavam não mais Fantoche, mas Marionete, e a diversão deles estava garantida até o dia em que Marionete tivesse forças suficiente para cortar as cordas. Como cortar as cordas? Voltar a ser Comum? Ser Máscara? Ser Novo? Como cortar as cordas? Como voltar?
Vida longa ao Surrealismo! 🍏
Autor - Gabriel Galvão
submitted by Gabriel_Revogais to rapidinhapoetica [link] [comments]


2020.04.17 03:04 Gabriel_Revogais [Alerta de gatilho] Conto Surrealista - O Palco dos Demônios



O Palco dos Demônios
Comum vivia. Acordar, trabalhar, comer, dormir e descansar, quando podia. A vida, como o mesmo escolheu era isso. Só isso. O tempo inteiro. Comum não ligava para outras atividades. Ele queria ser bem-sucedido. Então a vida que escolhera o levaria ao abismo da monotonia, ao passo que de pouco em pouco realizava seus pequenos objetivos. O mesmo, infelizmente nunca tinha se questionado o porquê dessa vida, da rotina e dos objetivos. Comum só os seguia. Era outro dia da tortura (ele próprio não sabia disso) monótona e rotineira de Comum. Porém, no meio de sua jornada de trabalho, se deparou com algo obviamente inesperado: um erro. Ele errou aquele dia. Nunca, durante anos de Comum, cometera um erro sequer no seu dia a dia. Errou. Esse absurdo comunal foi percebido pelos seus Chefes e Comum se deparou com um novo desafio: precisava provar para os Outros e para ele mesmo que errar não era Comum a Comum. Durante isso, surgiu uma linda mulher, a imagem mais bela e perfeita que Comum pudesse imaginar. - Olá, Comum. – Disse a Autocrítica. Sua voz era baixa e estava levemente tímida, mal conseguia mostrar seu rosto à Comum. - Quem é você? Não me é estranha, mas mesmo assim não consigo reconhecê-la. – Afirmou Comum. - Sou a Autocrítica, prazer. É claro que me conhecesses, pertenço a ti desde que cometera seu primeiro deslize. E nunca irei abandoná-lo, pois sou fiel. - Posso confiar em você? Eu preciso da tua ajuda, errei e fui tolo, como poderei consertar meu destino? – Perguntou Comum, amedrontado. - Claro que sim, ‘tolo’. Eu assisti o seu erro. Foi um pecado. – Após dizer isso, Autocrítica soltou uma gargalhada. – Mas comigo, nada de errôneo voltará a acontecer, pois conheço cada parte de sua mente e juntos, somos fortes. - Não previa um erro, não previa nada. Só quero voltar a ter a vontade de buscar meu objetivo final. Eu aceito sua ajuda. – Disse Comum, de maneira ansiosa. Durante um grande período, Comum se uniu a Autocrítica. A força deles juntos era intensa, tão forte quanto o som de um sino no topo da Igreja. Autocrítica se mesclou com Comum, numa dança física e mental. Eram como água e açúcar. Impossível de diferenciá-los. Comum estava poderoso. Conseguia fazer de tudo, com dignidade e ‘perfeitamente’. O amor de Comum pela Autocrítica crescia a cada segundo. Comum tomou a atitude e numa mistura de desejo e ambição, o sexo com a Autocrítica foi poderoso, violento. Quem dera Comum poder prever seu destino. Cada dia que passava, a relação com a Autocrítica piorava. Não era mais amor. Era abuso. Dor. Perturbação. - Por que todo dia você come essa droga no café da manhã? Dessa forma ficará mais gordo ainda! - O seu carro é nojento, sempre está sujo. No seu tempo livre, preferes dormir e assistir TV do que lavar o carro, seu preguiçoso de merda! - É sério que só conseguiu produzir isso em UM DIA de trabalho? Até o Conhecido fez melhor hoje. Você não presta nem para fazer algo que já sabe! - Chegou em casa e vai dormir? Óbvio. É sempre assim. Tenho vergonha de você. A Autocrítica tinha total controle do corpo e mente de Comum. Ela gritava, estava mais alta, seus olhos arregalados, sua boca mostrando máximo de dentes possíveis e balbuciando a todo instante, como um cão feroz. Ela pariu duas filhas. Filhas dela com Comum. A primeira que nasceu, foi a Culpa. A segunda, Depressão. Comum, quando acordou no outro dia, não tinha mais o seu corpo. Não conseguia o mexer. Seus pensamentos, eram embolados e podia-se escutar três vozes saindo do seu âmago. Comum se transformou. Surge o Fantoche. Penetrado em alma e corpo pela mão forte da Autocrítica, Fantoche vivia uma experiência paradoxal. Autocrítica odiava ver Fantoche errar, mas a cada erro, aumentava seu poder. E a mesma controlava isso, portanto o erro não era algo do acaso. Era destinado a ocorrer. Quanto mais erros cometidos, Autocrítica, uma bondosa mãe, redistribuía o ódio como nutriente para suas filhas. Rapidamente, Culpa começou a falar com Fantoche. - Sempre errando, sempre errando... É vergonhoso e perturbador como você consegue falhar nas mínimas atividades. - Continuando assim perderá o emprego por justa causa e morrerá de fome. Pobre coitado. Depressão era mais lenta, demorou tempo para tomar corpo e ter um diálogo decente com Fantoche. Mas Autocrítica, Fantoche e a própria Depressão sabia que esse dia iria chegar. - Saindo do seu trabalho, ninguém sentirá pena ou saudade de você. É fraco. Os Outros sabem disso. É inútil, está cansado, então apenas se entregue. Os demônios controlavam não mais Fantoche, mas Marionete, e a diversão deles estava garantida até o dia em que Marionete tivesse forças suficiente para cortar as cordas. Como cortar as cordas? Voltar a ser Comum? Ser Máscara? Ser Novo? Como cortar as cordas? Como voltar?
Vida longa ao Surrealismo! 🍏
Autor - Gabriel Galvão
submitted by Gabriel_Revogais to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.12.30 04:05 M18H7 Higurashi é bom sim, e eu lhe explico o porquê!

Spoilers da Primeira Temporada do anime "Higurashi no Naku Koro ni"!
Primeiramente, agradecia que o caro leitor lesse primeiro o meu post anterior, visto que é necessário para ajudar entender melhor aquilo que escreverei neste post: https://www.reddit.com/useM18H7/comments/egl5vi/o_porqu%C3%AA_de_animesfilmess%C3%A9ries_que_incluem/
A primeira vez que me apresentaram Higurashi, eu fiquei com um hype enorme! Tinha acabado de ver Neon Genesis Evangelion, outro grande anime psicológico, e por isso fiquei com muito hype para ver outro anime que abordasse bem o psicológico dos personagens. Para além disso, quando vi pela primeira vez a imagem de Higurashi, me fez lembrar Madoka Magica! Quando vi aquelas crianças aparentemente felizes e inocentes pensei "Hmm, onde será que eu já vi isto aqui?" xD
Higurashi é um show e uma chapada na cara de todos aqueles que desprezam ou ignoram os efeitos da esquizofrenia! Isso mesmo, estamos a falar sobre um dos transtornos mais conhecidos, mas ao mesmo tempo mais desconhecidos dos últimos tempos! Vocês até já podem ter ouvido falar sobre este transtorno, mas se eu vos perguntar se sabem do que é que se trata, a maioria das respostas será não!
Ver Higurashi sem saber o básico sobre esquizofrenia é como ver o filme "Avengers: Endgame" sem nunca ter visto outro filme da Marvel!
Por isso, tendo isso em mente, veremos primeiro as definições sobre este transtorno e as suas variantes:
Esquizofrenia: Esquizofrenia é uma perturbação mental caracterizada por comportamento social fora do normal e incapacidade de distinguir o que é ou não real. Entre os sintomas mais comuns estão delírios, pensamento confuso ou pouco claro, alucinações auditivas, diminuição da interação social e da expressão de emoções e falta de motivação.
Paranoia: Paranoia é um instinto ou processo de pensamento que se acredita ser fortemente influenciado pela ansiedade ou medo, muitas vezes ao ponto de delírio ou irracionalidade. O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração. A paranoia é frequentemente acompanhada de acusações falsas e falta de confiança na generalidade das pessoas.
Podemos concluir então que estas duas perturbações mentais nos conectam a um único transtorno, que define aquilo que Higurashi é: PSICOSE!
Psicose: Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real. Os sintomas mais comuns são delírios (convicção em falsas crenças) e alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem). Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação. Entre as causas mais comuns, temos a esquizofrenia, e alguns transtornos como o de bipolaridade. Um dos principais sintomas da Psicose é a Paranoia!
Analisemos então a definição de Psicose: ."Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real" -> Só esta frase já define aquilo que Higurashi é: Um anime onde nós, que estamos a assistir, temos de estar sempre a tentar perceber se o que estamos a ver é ou não a realidade! E, tal como eu falei no outro post, o facto de o anime ter de nos fazer pensar se o que estamos a assistir é ou não real, leva ao mesmo a ter de ser confuso algumas vezes (leiam o meu outro post, está la tudo!) ."Entre outros possíveis sintomas estão discurso incoerente e comportamento inapropriado para a situação" -> "discurso incoerente" justifica todas as vezes que parece que os personagens estão a dizer coisas sem sentido ou pouco normais, bem como pode justificar a "reação" meio "meh" deles ao verem que um/a amigo/a matou alguém!; "comportamento inapropriado para a situação" justifica todas as vezes que os personagens agiram agressivamente ou mataram alguém... Quem não ficou meio incomodado com aquela cena da Shion (disfarçada de Mion) a atirar e bater na Satoko, porque ela fazia "sofrer o irmão", no penúltimo arco do anime? E se olharem para essa cena com esta característica da psicose... Não fica meio diferente? Não fica um pouco menos artificial e um bocado mais realista? Ou todas as vez que um personagem matou alguém, como quando o Keichi matou a Rena e a Mion no primeiro arco do anime, ou quando a Shion matou um monte de amigos e familiares também no penúltimo arco do anime, ou quando a Rena fez todos de refém no último arco do anime... Só esta característica da Psicose, juntamente com a característica da Paranoia que diz "crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração", que leva a pessoa a naturalmente querer defender-se de tais "perseguições ou conspirações"... Só estas duas características justificam todas as ações dos personagens ao longo do anime (E por isso. para toda gente que diz que o anime é forçado nesse aspecto, está aqui a prova que talvez não seja bem assim)
Mas claro, para justificar estas ações dos personagens temos primeiro de justificar que estes mesmos personagens possuem estes transtornos... Para isso eu já falei no outro post, mas falarei neste outra vez: Todo o conceito da "Maldição de Oyashiro-Sama" (estou a falar da "maldição" que faz os personagens ouvirem passos, vozes, e sentirem que estão a ser perseguidos ou vigiados)* não passa de uma grande metáfora sobre a esquizofrenia e, consequentemente, psicose! Pensem comigo: .Os personagens ouvirem passos, vozes e sentirem que estão a ser perseguidos e vigiados correspondem ás "aluçinações e delírios" que são referidos na definição de esquizofrenia, bem como as "alucinações auditivas" também presentes nesta mesma definição (ou ainda na definição de psicose que diz "alucinações (ver ou ouvir coisas que outras pessoas não vêem ou ouvem)")! .As inúmeras vezes em que os personagens acham que estão a ser perseguidos ou que alguém está a conspirar contra eles, está também presente na definição de Paranoia: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"! -> Nós podemos ver isso quando o Keichi começa a ser perseguido pela Rena e pela Mion quando "descobre" que elas estão por detrás de vários assassinatos que ocorreram, quando mais tarde no anime é provado que afinal aquilo foi tudo das alucinações do Keichi (eu já volto a falar sobre esta cena tão importante), ou quando a Rena acha que a família Shonozaki está por detrás de um plano maligno que vai afetar toda a aldeia, quando isso n passava da paranoia dela, etc...
Agora que está provado que estes personagens possuem estes transtornos, podemos justificar várias coisas: Primeiro, que estão justificadas todas as ações dos personagens que o pessoal achou "Forçado"... Segundo, sabemos agora que não só os personagens estão na posse de esquizofrenia, como também NÓS estamos! "Ai, como assim Mágico? Não estou a perceber..." calma, amigo, que eu já explico!
O grande diferencial em Higurashi, o GRANDE fator que levou muita gente a não perceber o anime e, consequentemente, não gostar do anime, foi exatamente o facto do anime ter esse problema de ser """"Confuso""""! Confuso entre muitas aspas, porque o anime não é confuso! -> Eu já expliquei isto no meu outro post, mas eu explico aqui outra vez: Tal como eu já disse, nós, o pessoal que está a ver o anime, estamos sobre o efeito de esquizofrenia! Tal e qual! Há cenas que nos parecem extremamente absurdas para serem verdade, mas ninguém nos diz se é ou não... Há cenas que parecem que não fazem sentido, e por isso parecem "mal feitas", quando na verdade elas foram propositalmente assim feitas... E isto é algo que eu quero que vocês percebam: Qualquer show que aborde a Esquizofrenia, qualquer mesmo, vai ser um show no mínimo "confuso" para muitas pessoas... Já com o novo filme "Joker", que saiu em 2019 foi a mesma coisa, pois tive vários amigos meus que disseram que não gostaram do filme porque o acharam confuso, e outros que gostaram pois perceberam aquilo que o filme queria dizer... O problema é que a esquizofrenia no filme "Joker" é extremamente fácil de se perceber, visto que está colocada de forma bem óbvia no filme! O problema é que "Joker" é como um gatinho perto do leão que é Higurashi, no que diz respeito à esquizofrenia! Em Higurashi é tudo feito de maneira a que nós fiquemos propositalmente confusos, indecisos, e curiosos pois tudo parece mistério, tudo parece que vai ser revelado no fim, quando na verdade tudo não passava de uma alucinação... Não é genial? Ser enganado assim, levar-nos a crer que a Rena era uma demônio e serial-killer como ela aparentava ser no primeiro arco do anime, quando na verdade ela era dócil e bondosa, tal e qual ela parecia ser... "AI O QUê QUE MENTIRA MI MI MI A RENA É UMA ASSASSINA OLHA O QUE ELA FEZ NO FINAL LALALA" Calma, calma rapaz, eu vou falar sobre isso agora! Então senta-te na cadeira e lê atentamente:
Primeiro Arco do Anime: Ai, ai como eu adoro este primeiro arco! A primeira vez que o vemos ficamos com a cabeça a andar à roda... e depois que vários arcos vão passando, começa a parecer que afinal o primeiro arco foi esquecido, ou então tinha pouca importância na história... Até que chega aquela cena do último episódio onde o Keichi se lembra de tudo, e nos é mostrado que afinal nada daquilo tinha ACONTECIDO!!! : A Rena e a Mion nunca tinham ameaçado o Keichi! A Rena nunca tinha tentado assustar o Keichi! A Mion nunca tinha tentado matar o Keichi injetando algo nele (se repararem, é nos mostrado que afinal ela nem tinha usado uma agulha mas sim uma caneta!)! E aquela cena da Rena a dizer "Por favor acredita em mim"... Mano, eu não estou a chorar, tu é que estás... XD
Essa pequena cena do FlashBack do Keichi prova tudo o que eu escrevi neste post: Todos os Personagens de Higurashi sofrem de Esquizofrenia, Psicose e Paranoia! O Keichi lembrar-se que todas as ameaças e tentativas de homicídio das amigas n passavam de ilusões e alucinações criadas pela cabeça dele comprova exatamente que ele tem esquizofrenia: "comportamento social fora do normal", "incapacidade de distinguir o que é ou não real", "delírios" e "alucinações"... A razão destas alucinações? A paranoia do Keichi, por pensar que a Rena tinha realmente matado alguém e que agora andava a persegui-lo: "O pensamento paranoico geralmente consiste na crença de que a pessoa está a ser alvo de perseguição ou de uma conspiração"!
A Rena, por outro lado, ela acreditava que um grande desastre que incluía uma doença iria eclodir em Hinamizawa! E, para além disso, ela acreditava que a família da Mion, a família Shonozaki, estava por detrás deste futuro desastre, visto que era uma das 3 grandes famílias e a principal que governava a aldeia... Por isso, a Rena começou a ficar paranoica, visto que, para além desta conspiração toda, acreditava que ela mesma possuía esta "maldição"... Porque? Bem, isso vocês devem ter percebido: Para além de também ouvir passos e sentir-se perseguida e vigiada, quando a Takano Miyo lhe empresta o livro de anotações dela, ela lê uma parte lá que falava sobre uns "bixos", ou insetos, tipo uns parasitas,cujas pessoas que tinham a "maldição" possuíam... Bem, isso era uma das teorias da Takano: um tipo de vírus alienígena residia em Hinamizawa e era o grande responsável por tudo relacionado à "maldição de oyashiro-sama" (ouvir passos, etc...)! Agora chegamos a um possível "furo"... Sim, possível! Visto que a Rena ela já "via" este parasita a sair do corpo dela quando coçava as feridas que ela tinha! Agora vocês me perguntam: "Então como é que a Takano acertou uma coisa que podia ser uma possível alucinação da Rena?"... E agora eu respondo: 4 de 1: Ou vocês escolhem por pensar que é uma simples conveniência do plot, o que pode ser um possível ponto negativo a mais para que os haters ainda odeiem mais o anime (Enfim...); Mas eu não gosto de pensar por esse lado, aliás até acho que seja o lado mais incorreto! Por isso, se quiserem podem pensar que é apenas mais uma alucinação da Rena, e que na verdade nada disso estava lá escrito no livro de anotações (também não é o que eu escolho, mas também é possível, visto que o anime nos deixa em branco quanto a isso...); Ou podem ainda pensar que a Takano foi analisando todas as pessoas com a "maldição de oyashiro-sama" (e se vocês acham que a maldição de oyashiro-sama é outra conveniência, por ser algo sobrenatural posto no anime só para fazer andar o plot, então estão bem enganados... Não quero dar spoiler, visto que este post é só sobre a 1ª temporada, mas esta "maldição" está explicada na segunda, n se preocupem), e foi percebendo que o avistamento de parasitas no sangue era uma das alucinações que as pessoas tinham (no 1º episódio da segunda temporada é revelado que a Takano tinha inúmeros livros, com várias teorias, por isso não é impossível que ela tenha pegado em todos os tipos de paranoias e alucinações e depois escreveu sobre cada um); Ou então podem ainda esperar e ver se o anime dá alguma explicação no futuro, nomeadamente na segunda temporada (eu ainda n terminei a segunda temporada, então quando terminar analiso se tem alguma explicação e completo melhor este post)! Terminando, a Rena ter feito o sequestro na escola no último arco do anime é justificado visto que ela tinha em posse a "maldição de oyashiro-sama", e por isso ela ficou paranoica em relação a tudo e todos, chegando ao ponto de desconfiar dos próprios amigos! Pois se repararem, teve um momento em que o Keichi, a Satoko, a Rika e a Mion disseram à Rena que ela não precisava de esconder segredos deles pois eles eram amigos e os amigos serviam para se ajudarem uns aos outros... Mas depois foi simplesmente preciso a Rena desconfiar um pouquinho que seja da familia Sonozaki, e depois a Mion ter movido os cadáveres (aqueles dois que a Rena tinha assassinado) de local sem autorização da Rena, para ela perder totalmente a confiança em toda a gente, até mesmo dos próprios amigos! Pois por mais que a Mion estivesse a dizer a verdade quando ao facto de ela ter movido os cadáveres sem qualquer má intenção, a Rena n iria acreditar nela visto que a paranoia dela já estava em um estado tão avançado! Para além disso, lembram-se da Rena ter pedido ajuda à polícia para a proteger dos Sonozaki? Pois, é depois aí mais tarde que descobrimos que os Sonozaki não tinham qualquer má intenção com a Rena, e que afinal ela é que estava a delirar (Mais uma vez, a Paranoia representada em Higurashi é de topo de gama, a melhor que já vi!)!
Até mais e obrigado por ter lido tudo até aqui... E lembre-se: Confie em mim, pois somos amigos, certo? :p
Notas (spoiler da segunda temporada de Higurashi):
*Mais tarde descobrimos que essa maldição é na verdade uma doença/síndrome que todos os habitantes de Hinamizawa têm... Apanharam? Doença que faz os personagens ficarem paranoicos e terem alucinações --------> Esquizofrenia meus caros...
submitted by M18H7 to u/M18H7 [link] [comments]


2019.10.10 21:55 falda16 Colegas de trabalho chatos

Às vezes, é muito difícil lidar com colegas de trabalho.
São senso comum, preconceituosos, vivem em suas bolhas, se acham pessoas boas (mas se enganam, pois são mesquinhas e só pensam no bem delas). Às vezes, as mesmas perguntas são feitas todo santo mês, o serviço é o mesmo mensalmente, mas acham um jeito de ficar perguntando / conversando sobre. As mesmas conversas... Tem a que gosta de atenção e adora um telefone, seja para resolver alguma coisa de trabalho (até aí ok) ou pessoal. Mas é o dia todo no telefone. Isso quando não resolve colocar a conversa no viva voz pro escritório todo escutar. Ou colocar audio no viva voz. É uma coisa irritante. É muita carência, pq o que essa pessoa quer é atenção. Além do telefone, fica o dia falando de si e seus problemas de classe média. Que não estou interessado nem um pouco. ÀS vezes, preciso fingir certo interesse só para não ser antipático. Mas é tudo desinteressante.
Tem o outro que gosta de atenção, mas de forma diferente. Gosta que seja visto como a melhor pessoa de todos os tempos. Só conta histórias em como ELE ajudou certa pessoa, como ELE não se incomoda em se sacrificar pros outros, como ELE é uma pessoa muito maravilhosamente bondosa. Ai. Só que no fundo, só quer biscoito, é carente de atenção. Porque na hora da verdade, tenta sair dessas situações ou se o faz, passa a semana toda se vitimizando e querendo aplausos.
submitted by falda16 to desabafos [link] [comments]


2019.08.28 23:27 Batistandre Os Cortes

Eu sinto que hoje ela vai me levar.
Eu não sei explicar como eu sinto. Eu nunca soube, em todos os meus 26 anos de vida. No entanto, de alguma forma, eu consigo senti-la se aproximando, consigo saber que, naquela noite, eu serei visitado por ela. Esse tal sentimento é difícil de explicar. O tempo parece correr mais devagar, o mundo parece mais cinza. É um sentimento que faz com que eu me sinta pesado. Não é um peso físico, é algo dentro de mim, que parece pôr arames em volta da minha caixa de sentimentos. Sentimentos esses que se rasgam todas vez que tentam sair da caixa. Sorrir dói, chorar dói. Tudo dói. Eu me torno apagado, me movo automaticamente. Com o passar dos anos, de certa forma, o sentimento em si se tornou pior do que a visita dela. Eu imploro para que a noite chegue logo, para que ela possa vir, fazer o que precisa ser feito, e eu me sinta normal no dia seguinte. É o que sinto toda vez que esse sentimento vem. Qualquer coisa é melhor do que isso, até mesmo ela. Ao menos é o que eu penso até vê-la, até senti-la, quando então sou lembrado de que nela está o verdadeiro terror. É verdade que o cérebro nos faz esquecer as maiores dores e medos pelos quais passamos, do contrário enlouqueceríamos.
Talvez eu devesse começar pelo começo, certo? Eu recebo sua visita desde que me entendo por gente. Ela sempre foi uma constante na minha vida. Assim como meu pai sempre simplesmente esteve lá, ela também estava. Eu imagino que o sentimento que sinto antes de ela vir também estava, porque meu pai conta histórias de quando eu era bebê e haviam esses dias em que eu não parava de chorar. Segundo ele tudo começou em um dia que ele jamais vai esquecer, um dia que ele frequentemente categoriza como o pior e melhor da vida dele. O dia do meu aniversário, que também é o dia do aniversário de morte da minha mãe.
Sim, minha mãe morreu durante o parto. A gravidez dela foi complicada. Era uma gravidez de risco, pois ela tinha tinha 42 anos quando engravidou. Eu nasci prematuro, devido à certas complicações. Meu pai conta que a notícia da morte da minha mãe, vinda do médico obstetra responsável pelo parto, fez com que seu mundo inteiro desabasse. Ele diz que naquele momento ele teve a certeza de que nunca mais ia ser feliz de novo, de que nunca mais ia ser capaz de sorrir. Mas ele sorriu, e se sentiu o homem mais feliz do mundo, quando me viu deitado na incubadora quinze minutos depois. “Meu filho”, ele diz que pensou, e diz também que sabia que eu ia viver, e que a minha mãe ia viver através de mim.
Portanto, um ano depois, quando eu acordei chorando e continuei chorando ao longo do dia, ele diz que foi impossível não associar uma coisa à outra. Ele me levou ao médico, que disse que, a princípio, não havia nada de errado comigo. Eventualmente eu parei de chorar e dormi, talvez devido ao cansaço. Naquela noite foi quando aconteceu pela primeira vez. Meu pai diz que acordou com um grito horrível vindo do meu quarto. Inicialmente ele achou impossível que fosse eu, mas conforme ele levantou da cama e correu até o quarto, ouviu o grito lentamente se tornar um choro de bebê, a essa altura já bem familiar aos seus ouvidos. Ele entrou no quarto, me pegou no colo enquanto eu chorava descontroladamente, e sentiu a minha perna úmida. Foi quando ele viu o primeiro corte.
Deixe eu lhe falar sobre os Cortes.
Você já teve um daqueles cortes bobos, que não passam de uma fina linha vermelha na pele, mas que sangram e doem de um jeito desproporcional ao seu tamanho? Os meus Cortes são assim. Eles não são profundos, raramente passam de 3 cm de comprimento, ainda assim incomodam muito. Eles doem, claro, mas o que mais incomoda não é a dor, e sim o fato de que eles nunca cicatrizam. Eu ainda tenho o corte que meu pai viu na minha perna aquela noite. Ele está ali, na minha coxa, aberto como se tivesse recém sido feito. Ele, e todos os 98 que vieram depois dele, nunca se fecharam, nunca cicatrizaram.
Grande parte da minha vida eu passei procurando respostas, procurando maneiras de pôr fim no meu tormento, sem nunca obter sucesso. Eu e meu pai já tentamos de tudo, tanto para lidar com os Cortes quanto para lidar com ela. Procuramos respostas na ciência e na medicina, ao menos nos primeiros anos, antes mesmo de eu ter consciência da minha situação. Meu pai já me levou a incontáveis médicos, alguns diziam que eu tinha uma nova forma de diabetes, outros que eu tinha uma variação de hemofilia. Todos intrigados pela minha condição e todos incapazes de proporcionar uma solução.
Após anos de hospitais, médicos, procedimentos e exames, eu decidi que estava cansado daquilo tudo, e meu pai partilhava do meu cansaço. Nos voltamos então para a medicina alternativa, com homeopatia, medicina tradicional chinesa e hindu, hipnoterapia, terapia com quelação, enfim. Seja lá qual for o método que você está pensando, eu já tentei. Da medicina alternativa buscamos uma saída completamente espiritual. Conversamos com padres, gurus, pastores, médiuns, bruxos, babalorixás, até mesmo com um exorcista, um de verdade, sancionado pela igreja. Todos, naturalmente, acharam que tinha a resposta.
Gastamos muito dinheiro e tempo buscando uma solução e, de alguns anos para cá, ficou bem evidente que desistimos. Eu e meu pai nunca conversamos sobre essa desistência. Um dia voltamos de mais uma das diversas viagens que fizemos e, simplesmente, desistimos. No momento que sentamos para jantar aquela noite e meu pai me perguntou: “Você tem alguma ideia de faculdade ou quer fazer outra coisa?”, eu soube que havíamos desistido. Claro que ainda ficamos de olho em alguma eventual solução, mas poucas coisas tem potencial o suficiente para nos trazer uma nova esperança.
A minha infância foi complicada. Não por causa dos Cortes, e sim por causa das pessoas. Meu pai já foi acusado inúmeras vezes de abuso ou negligência, eu já fui tachado de suicida, maluco, esquisito. Tanto eu quanto meu pai aprendemos a lidar com as consequências da minha condição, os primeiros anos foram os mais complicados, depois eu entendi que precisava esconder os Cortes, ao menos da maioria das pessoas. Quando eu tinha 12 anos nós nos mudamos para uma outra cidade, e essa foi a melhor época da minha vida. Eu fiz vários amigos, me atrevo a dizer até mesmo fui semi popular, fui em festas, namorei várias garotas, vivi uma vida “normal” de adolescente. Poucas pessoas sabiam da minha condição, e as que sabiam normalmente ficavam com medo ou intrigadas.
Como falei antes, hoje tenho 99 desses cortes espalhados por diversas partes do meu corpo. Minha vida é difícil, sim. Eu sigo uma rotina que gira ao redor de band-aids, esparadrapos, gazes e ataduras. Não na esperança de curá-los, obviamente, nem mesmo tratá-los, já que eles nunca infeccionam, e sim de evitar que as coisas encostem neles, já que eles ardem bastante e sangram às vezes.
O fato é que todos esses cortes foram feitos por ela. Todos no meio da madrugada.
Eu não sei o que ela é, nunca conseguimos descobrir. E, antes que você diga, não, não é o fantasma da minha mãe. Chegamos a cogitar essa possibilidade, mas meu pai diz que a minha mãe era a alma mais bondosa que já pisou na terra e, mesmo morta, ela jamais seria capaz de algo do tipo. Ele não precisava dizer isso, porque eu tinha certeza de que não podia ser a minha mãe. Nunca senti o amor de uma mãe, dizem que a gente não faz nem ideia do que é amor de verdade até segurar um filho nos braços, e amor é, definitivamente, algo que eu não sinto vindo dela. O ódio que emana dela é tão poderoso, tão pungente e sufocante, que eu não acho possível que ela jamais tenha amado algo. É um ódio que jamais seria condizente com alguém que foi mãe, não condiz nem mesmo com alguém que foi humano um dia. Por isso não acho que ela seja um fantasma, ou espírito, assombração, aparição, qualquer coisa que você queira chamar. Acho que ela é algo além da nossa compreensão. Uma energia que toma forma, um monstro de outra dimensão, é inútil tentar entender, eu sei que já desisti faz muito tempo.
O sentimento que descrevi antes é sempre um prelúdio do que a noite vai me trazer. Eu sei que vou acordar no meio da noite, me sentindo sufocado e apavorado. Sei que vou ver algo surgir lentamente da escuridão do canto do quarto e que vou prometer para mim mesmo que dessa vez eu vou enfrentá-la, que dessa vez ao menos não vou gritar e chorar. A promessa é quebrada no segundo seguinte, no primeiro vislumbre que tenho dela. Tudo ao redor dela é escuridão e terror. Ela é alta, muito alta, infinitamente alta, parece querer tomar todo o quarto. A sua magreza absurda passa despercebida devido ao tamanho dos seus ossos. Seu rosto envolto em sombras e longos cabelos negros e finos que lhe caem da cabeça quase careca escondem um olhar de esgar e ódio além da compreensão humana. Não posso ver seus olhos, não é possível ver nada ao encarar o vórtice de pesadelo e agonia que é o seu rosto, mas consigo senti-los esquadrinhando a minha alma.
Eu choro e grito descontroladamente, sem forças para fazer qualquer coisa além de vê-la vir em minha direção. Ela não caminha, caminhar é algo humano demais para descrever o modo com ela se move. É como se ela simplesmente crescesse em minha direção. Ela me toca e, na beira da insanidade, tudo se torna terror. O intensidade do medo se torna absoluta, como medo fosse tudo que houvesse no mundo. É puro horror e desespero. Em sua mão grotescamente grande com dedos compridos e magros de pesadelo ela segura um objeto que eu não consigo descrever, meu cérebro simplesmente não processa sua forma, não entende sua cor. Olhar para ele me causa tontura, é como olhar para o mundo girando, é como olhar para a prova de que nada no mundo é real. Com esse objeto ela arranha minha pele, e então, milímetro por milímetro, eu sinto o corte se abrir. A dor é excruciante. Não há sentido em tentar explicar com palavras. É algo que não deveria existir, uma dor que não foi feita para ser sentida nesse mundo. No meio dos meus gritos de desespero o mundo se torna real de novo, e meu pai entra correndo pela porta do meu quarto, já com lágrimas nos olhos.
Esse cena se repete, outras 98 vezes. Não há um padrão para suas visitas, tudo que sei é que hoje será a última.
Eu não sei como eu sei. O sentimento, que já descrevi, hoje vem acompanhado de um certa finalidade. É como o entardecer, como as últimas notas audíveis de uma música que termina em um fade out, como ver o último episódio de uma série que você acompanha há muito tempo, como levantar a lata para tomar tomar um gole de refrigerante, sentir sua leveza, e saber que aquele gole será o último.
Assim que eu terminar de escrever isso vou dar boa noite para o meu pai, dar nele um último abraço, e ir me deitar. Pai, eu sei que você está lendo isso, então quero agradecer por tudo. Eu espero que minha partida traga à você algum conforto e que você possa finalmente seguir em frente. Deixo para você decidir se essa despedida deve ser compartilhada ou não.
Hoje, sabendo que vai ser a última vez, eu quase espero ansiosamente pela visita dela. Quase espero ansiosamente ver sua figura monstruosa e irreal surgir da escuridão do quarto e transformar meu mundo em pesadelo pela última vez.
submitted by Batistandre to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.07.16 06:33 ohitsmyalt Como ser normal?

Eu sempre fui excluído, meio que deixado de lado, parece que as pessoas sempre me evitaram, não faço ideia pq, sou meio anti-social mas quando eu tento me socializar um pouco, percebo que estou incomodando, e não é paranóia, em diversos grupos sociais eu já ouvi muita coisa "cara de psicopata" "muleque estranho" "parece um school shooter".
Eu tento AO MÁXIMO ser bom com as pessoas, gentil, e tenho como objetivo de vida tornar as pessoas mais bondosas, só que isso é impossível na minha situação atual, como posso ser normal?
submitted by ohitsmyalt to desabafos [link] [comments]


2019.04.22 00:43 lucius1309 CASO PERDIDO

"Talvez ir ao Inferno e voltar como se absolutamente nada tivesse acontecido."
Foi essa a resposta que dei pra Patrícia quando ela me perguntou o que eu imaginava como uma grande conquista pra um ser humano. Paz de espírito é outra coisa. E ela prosseguiu com as perguntas como se eu fosse um grande conhecedor da humanidade.
"Mas Carlos, analisa comigo, você ser um cara tão esclarecido e sem opinião política não faz sentido algum. Você precisa se posicionar de alguma maneira! Veja o caos que o mundo se tornou, eu não quero nem imaginar o que vai vir daqui pra frente!"
O ano era 2016 e estávamos absurdamente fudidos, assim como estamos agora em 2019, e assim como estaremos em 2020. Assim como estaremos até o fim dos tempos. Deus não tem piedade das nossas almas assim como a bíblia costuma dizer que tem.
Respondendo Patrícia.
"Não é que eu não tenha opinião sobre as coisas, é que enquanto a maioria das pessoas está tentando fazer as demais forçosamente estar do lado delas, eu estou bebendo e esperando o mundo fazer algum sentido. E vou parar de beber sim, no dia em que o mundo estiver fazendo sentido. Um acordo simples, e no meu entendimento, justo."
"Todo esse seu jeito de pensar vai te matar algum dia. Já pensou, um dia eu acordo com sua foto no meu Facebook dizendo que veio a óbito?"
"Isso é impossível, tentei me matar oito vezes e não consegui. Não vai ser a garrafa que vai fazer esse trabalho sujo."
"Nunca duvide do potencial de uma garrafa" ela disse, dando uma golada na cerveja "do jeito que você tá indo, não passa do ano que vem."
"Seria sorte demais, uma sorte que não tenho." respondi.
Pensei que ela tava falando asneira demais, e por isso pedi mais dois shots de cachaça (do Velho, é claro) e golei ainda com mais força e raiva meu copo de cerveja. Servi tudo de novo e virei mais uma vez.
Patrícia era uma garota legal, mas nossa relação estava se desgastando. Fazia quase três meses que a gente se via regularmente, os papos eram bons, mas eu era um sujeito exaustivo. Eu estava cansado. Pra falar a verdade, eu me odiava e queria morrer. Apenas isso. Mas era impossível pra mim (a morte), então ia vivendo de um jeito completamente inconsequente. E vinha dando certo.
Respirar o ar de cada dia, tentar fazer as coisas certas, ser uma pessoa bondosa e atenciosa, amar ao próximo, sorrir para crianças, cortar o cabelo uma vez por mês, as unhas todas as semanas, limpar os ouvidos e usar roupas o menos surradas possíveis, se meter em prestações para comprar um carro, beber socialmente e só aos finais de semana, parar com as drogas e com as idas frequentes aos puteiros mais fuleiros da minha cidade, pensar um pouco no ecossistema, amar pai e mãe como a bíblia mandava amar, arrumar um bom emprego e ter colegas de trabalho, pagar impostos e contas de água, luz, telefone, arrumar uma namorada, noivar, casar e ter três filhos e dois bichinhos de estimação, achar que tudo isso é o suficiente para preencher anos de vazio, descobrir que não é, voltar a beber com força e a cheirar cocaína até meu septo furar de vez, perder tudo e ainda assim se sentir completamente vazio, ver que ser um total babaca idiota imbecil não resolveu porra nenhuma, lutar pelos meus direitos de ficar muito louco também não, querer mudar o mundo sem fazer absolutamente nada, ter overdose de redes sociais, tudo isso, todo esse roteiro besta pra entender o simples: nada nunca vai se resolver por completo.
"Você tem que trabalhar esse seu perfeccionismo, Carlos. Isso vai te matar algum dia."
"Qual é o problema de querer que as coisas estejam certas?"
"Isso é obsessão. Você é o ser mais obsessivo que já conheci. Isso é completamente doentio."
Patrícia me tecia mais e mais críticas como se ela fosse a minha mãe ou a minha namorada, ou a minha professora da terceira série que sempre achou que eu tava errado. E graças a ela eu comecei a desistir de querer agradar sempre aos outros, e passei a agradar a mim mesmo, me tornando um completo egoísta que fazia de tudo para conseguir o que queria, mesmo que isso custasse caro para as outras pessoas. Anos depois comecei a matar aulas para beber conhaque e jogar fliperama, depois comecei a faltar no trabalho para beber descontroladamente por quinze dias, e, depois disso, comecei a deixar de ir em eventos de família porque eu não suportava ser tão falso e fingir que tenho uma. Porque eu não tenho. Eu nunca tive. E não há problema nisso.
Além é claro, das incontáveis vezes em que conheci uma boa mulher, com potencial pra quem sabe, ser a mulher da minha vida. Mas eu deixei de ir nos nossos eventos porque estava muito bêbado, ou chegava a ir, mas com olheiras fundas demais e completamente travado pelo uso abusivo de drogas.
Escuta, não me orgulho disso, mas isso fez de mim o que eu sou hoje. Fez eu me tornar o que jamais imaginei que me tornaria.
Agora, voltando pra 2016, eu e Patrícia novamente.
"Escuta aqui sua vagabunda do caralho, eu acho que você está dizendo é um monte de merda."
"Dói ouvir a verdade né?" ela disse, dando uma risada sarcástica.
"Dói ser uma puta arrombada, né?"
"Carlos, o que eu quero dizer é o seguinte, você escreve muito bem, bebe muito bem e fode muito bem, mas mulher nenhuma vai querer se meter com você por mais do que duas noites. É isso que você quer pra sua vida?"
"Não me parece tão ruim. Ao menos enquanto eu puder beber, as coisas sempre estarão no seu devido lugar."
"Você é um caso perdido!" ela disse, levantou, jogou cinquenta pratas em cima da mesa e foi embora sem que eu pudesse ter a chance de responder.
Não interessava mesmo dar uma resposta.
Eu só precisava sair dali, e rápido. Se possível pra um lugar em que houvesse bebida e drogas. Peguei as cinquenta pratas e saí de lá sem pagar a conta. Passei no mercado, comprei duas garrafas de Velho Barreiro, passei na biqueira e peguei três pinos de dez. Me tranquei no meu quarto e de lá não sai pelas próximas 24h que vieram.
Nada foi resolvido, mas, ao menos por um instante, foi esquecido. E talvez só isso já tenha valido a pena.
submitted by lucius1309 to desabafos [link] [comments]


2018.11.24 15:09 ssantorini Sinalização de virtude exagerada pode ser perigoso

Eu estava lendo esses dias um livro de autodefesa chamado "Dead or Alive: The Choice is Yours", nas primeiras páginas há uma classificação sobre os tipos de agressão, e entre elas havia a "displaced agression", que é um tipo de agressão onde o indivíduo está passando por momentos ruins na vida ou tem alguma raiva guardada, e essa raiva explode em alvos que nada têm a ver com a história. Para exemplificar, ele citou um caso de um homem que ajudou um velhinho a atravessar a rua, e depois afundou o crânio do velho com um cano de ferro só porque ele não disse "obrigado".
Em minha cidade, eu já quase bati no fundo de vários carros que brecam de repente, meio que "do nada". Já houve engavetamentos de carros com prejuízos materiais enormes por conta de alguém brecando o carro "do nada" para deixar algum pedestre atravessar a rua. Tudo bem que o correto é dar preferência aos pedestres, mas o motorista deve planejar sua parada e frear aos poucos, mas o que se vê na minha cidade é nego com o carro a 50-60 por hora avistando um pedestre querendo atravessar a menos de 100 metros e metendo o pé no freio, quase cantando pneus, pra deixá-lo atravessar, causando engavetamentos.
Os dois casos acima mostram que o afã exagerado de sinalizar virtude, por vaidade, pra se mostrar, pra ser visto pelos demais como uma pessoa bondosa, caridosa, ética e portanto "superior", pode levar a comportamentos que causam mais males do que bem.

submitted by ssantorini to brasilivre [link] [comments]


2018.10.08 06:05 sulakevinicius Olha com tanta coisa acontecendo, acredito que é hora de cobrar o fim do voto obrigatório no Brasil.

Olha eu realmente entendo o quão difícil é ser mesário viu. As pessoas pegam qualquer "santinho" na rua e vai votar, não sabem a ordem e nem o numero dos candidatos e ficam pedindo ajuda pra nós que nao podemos fazer nada e depois ficam reclamando de fraude e falta de acessibilidade.
Outra coisa importante é que eu nasci no interior do Piaui mas moro na capital, eu super prezo meus direitos de votar e sempre vou, mas me vejo obrigado a ir votar no segundo turno pra 2 candidatos que eu não tenho a menor afinidade... então qual o intuito de viajar 8 horas da capital pro interior so pra apertar o BRANCO?
Tem pessoas deficientes, como uma moça que morava no interior do interior onde não tem nem energia que era obrigada a ir de quatro (ela so conseguia andar assim) no meio do sol quente, esperar uma bondosa alma dar uma carona na estrada pra ir votar, motivo: pra receber os beneficio do governo precisava estar em dia com o voto. Eu disse a ela pra me esperar que 6 horas eu ia deixar ela em casa mas ela preferiu ir esperar carona na estrada
E eu poderia citar mais casos de idosos que não tem acompanhante, pessoas de zonas distantes, outras que votam por compra de voto, outras que são analfabetas, deficientes intelectuais e deficientes físicos (principalmente!!!)
Cobrem isso dos seus candidatos, não devemos ser obrigados a votar... mas todos devem ter o direito a isto, muitas pessoas vão votar so pra fazer concurso, receber beneficio ou vender seu voto... e isto precisa mudar

submitted by sulakevinicius to brasil [link] [comments]


2018.06.03 07:47 O_codigo Noite infinita 👻

Estou no mar de pensamentos após um sábado movimentado repassando cada detalhe de minhas ações e procurando meus erros, mas por quê? Os erros não deveriam ser o que a gente procura e sim as soluções, relacionamentos, profissões, família, tudo isso é volátil e diferente para cada um.
Mas o que todos nós temos em comum? A força de vontade, surpreendente, acalentada e bondosa, podemos ver a força de vontade em vários indivíduos bem sucedidos, por isso penso quando estou perdido que devo usar minha força de vontade em algo, vá correr, aprender algo novo, entrar em um curso, me esforçar muito, porque é gratificante de uma maneira incrível ao completar seus pequenos objetivos e tento sempre ver o mínimo progresso possível como positivo, sabe para se tornar 100% em algo você pode constantemente subir de 1% em 1% que vai chegar lá.
Procurei a paz quando não via mais a luz Procurei a paz quando a dor me agradou Procurei a paz quando não pude mais amar
Valeu vermes
submitted by O_codigo to desabafos [link] [comments]


2017.02.13 16:52 rubensheik Eu lido com gente feia diariamente

Como se já não bastasse ser feia, a pessoa vem mal vestida e com os cabelos assanhados, e são mal humoradas! Dou um sorriso e digo:
-BOM DIA!
O ser humano responde: "dia".
Olhando para a cliente, logo me vem a cabeça a imagem de um botijão de gás, com aqueles panos ao redor. Em seguida, questiono (apenas por obrigação mesmo, o diabo do chefe sentado ao lado), a resposta erá óbvia, a mulher trouxe 5 dos 8 filhos para a loja.
-A Sra. trabalha onde? Trabaio não fi.
-A Sra. possui alguma fonte de renda? Sim, o bolsa famia.
Piff... Apesar de ouvir isso o tempo inteiro, sempre me soa como uma facada no peito.
-Sra. assine aqui por favor.
-Eu não sei assinar, só no dedão.
-Ok, próximo.
O próximo além de feio, mal vestido-humorado, parece que traz um urubu em baixo dos braços. SÃO 8 HORAS DA MANHÃ, QUEM SAI DE CASA E NÃO TOMA BANHO? Não é catinga de suor, é catinga de podridão, de chorume, de frango assado 3 dias fora da geladeira.
-(Tentando não respirar) Bom dia Sr. como posso ajudá-lo?
-Em?
-Como posso ajudá-lo?
-Eu vim comprar umas roupas
-Identidade por favor.
-Esqueci.
Infeliz, tu saiu da tua casa, exclusivamente para comprar aqui nesta loja, e ESQUECE A MERDA DO DOCUMENTO????
-Ok Sr., vou verificar se seus documentos estão no sistema, qual o seu nome completo?
-Jusé.
-José, algo mais?
-Francisco.
-..... O nome completo Sr.
-AHhh, José Francisco da Silva.
A loja tem +40 anos de atuação, o sistema encontra 10529 registros com este nome, vamos tentar refinar a consulta:
-Qual a data de nascimento do Sr.?
-Em?
-O dia do seu aniversário Sr.
-Ah. eu nasci em 77.
-A data completa Sr.
-Ei, porque você tá fazendo essas perguntas, você sabe quando eu comecei a comprar nesta loja? Minha primeira compra foi em...(cliente começa a tagarelar como se fosse fundador da loja e eu estivesse desrespeitando ele).
-Sr. Estou lhe fazendo estas perguntas porque o Sr. não trouxe documentos e eu preciso encontrar seus dados no sistema, é só por isso.
-Tendi, vou te dizer então, eu nasci no dia 29 de agosto, ou foi setembro, deixa eu ver aqui, ei mulher, olha bem ai na xérox da minha identidade o mês que eu nasci.
-PQP!
Mas nem tudo é desagradável, as vezes atendo pessoas simpáticas que aliviam a alma, são bondosas e compreensivas.
-(Sorriso no rosto) Bom dia, você pode me atender?
-Posso sim!
-Eu queria comprar um fogão, quais documentos você precisa?
-Apenas RG e CPF (づ◔ ͜ʖ◔)づ
-Tudo bem, aqui está.
-Basta assinar aqui, por gentileza;
-Eu só sei assinar com a digital.
-Não tem problema e obrigado pela preferência.
Se vocês estão pensando que o meu trabalho é terrível, imaginem o do carinha dos serviços gerais, na loja só existem 2 banheiros, o masculino e o feminino, quase que, diariamente, o que cai primeiro é o das molieres, meu senhor, só de passar pela frente já dá ânsia de vômito, o que essas mulheres comem?? Imagino essas beldades sentadas no trono despejando merda para todo canto do vaso e do chão (é sério). O serviços gerais é obrigado a trancar a porta, então o masculino se torna UNISEX, e não demora muito pra cair também.
Não vou dizer que sou infeliz e que meu trabalho é ruim, porque não é, mas tive que me adaptar para aturar tudo isso, quero pedir desculpas antecipadas caso alguém venha a se ofender com tudo isso, não foi minha intenção, apenas contei de uma forma bem humorada um pouco de minha rotina diária, obrigado para quem leu até o final.
submitted by rubensheik to brasil [link] [comments]


Um olhar fixado nos extremos: Caio, é melhor ser bondosa-chata em excesso ou ser um monstro? 2º DESAFIO (COMO SER BONDOSO) SEJA BONDOSA - DEVOCIONAL DA MULHER VIRTUOSA Não precisa ser heroi, basta ser bondoso. DEIXE DE SER BOAZINHA - As 12 Atitudes da Mulher Plena Como ser um monstro bondoso?  Esme e Roy  Discovery Kids ...

Como Ser Bondoso e Amoroso (com Imagens) - wikiHow

  1. Um olhar fixado nos extremos: Caio, é melhor ser bondosa-chata em excesso ou ser um monstro?
  2. 2º DESAFIO (COMO SER BONDOSO)
  3. SEJA BONDOSA - DEVOCIONAL DA MULHER VIRTUOSA
  4. Não precisa ser heroi, basta ser bondoso.
  5. DEIXE DE SER BOAZINHA - As 12 Atitudes da Mulher Plena
  6. Como ser um monstro bondoso? Esme e Roy Discovery Kids ...

SEJA BONDOSA-DEVOCIONAL MULHER VIRTUOSA A mulher virtuosa faz bem ao marido e a todos porque tem um coração bondoso e faz isso não pra receber em troca, mas sim porque tem o fruto do Espírito ... Porção do Programa Papo de Graça - Caio Fábio - 04/10/2013 ----- Acompanhe de segunda a sexta o Papo de Graça - Um programa que vai mexer com sua consciência no Evangelho. AO VIVO, sempre ... Mas ser bondosa é completamente diferente de ser boazinha... No vídeo eu te explico qual é a diferença. Espero que você aprenda como é possível fazer bem ao outro sem a necessidade de ... Filme de auto ajuda Japonês. Muito instrutivo e edificante. São ações simples mas de grande significado. Quando estais a serviço de vosso próximo estais some... Sob os cuidados dos monstros mais divertidos do mundo, estes pequeninos vão aprender uma lição importante sobre a bondade. #discoverykidsbrasil Diversão segu... Neste vídeo falaremos um pouco sobre a bondade e o amor ao próximo. DESAFIO DA SEMANA: Além de mais uma vez não dizer palavras negativas ao seu cônjuge, demonstre bondade com, no mínimo, um ...