O que as mulheres alemãs parecer

Embora o governo alemão proporcione a seus cidadãos uma política generosa no tocante a assuntos relativos à família, ser mãe e trabalhadora na Alemanha é mais difícil do que em muitos outros países industrializados, segundo professores da Wharton e de escolas alemãs de negócios. É o que dizem também funcionários de empresas alemãs. Isto se deve, em parte, ao fato de que a ... Já que o tema são as mulheres em evidência, dá orgulho dizer que este filme foi dirigido por uma! Margarethe von Trotta mostra a genialidade da filósofa Hannah Arendt enfatizando a questão de que ela foi (e ainda é) uma grande pensadora e que analisou politicamente o holocausto como ninguém, causando muito furor em sua época. mulheres alemãs 4 filmes alemães biográficos de mulheres incríveis. ... Não é porque é março não, mas sim porque as mulheres devem cada vez mais receber o destaque que lhes falta! Aqui vão quatro biografias de mulheres inspiradoras. Melhor que isso, só se todos os filmes tivessem sido dirigidos por mulheres também! 😉 ... Enquanto que um mercado de trabalho profundamente liberalizado garante a máxima eficiência na utilização do capital humano, o liberalismo sexual das mulheres alemãs garante a máxima eficácia no desenvolvimento emocional e sexual das pessoas que com elas se envolvem. As mulheres alemãs repudiam a perversidade de provocar desejo nos ... Contabiliza-se que em 1939 quando da primeira premiação condecorou três milhões de mulheres alemãs. Enfim, o ideal nacional-socialista de beleza da mulher alemã era ser loura deslumbrante, de ancas largas, com cabelos amarrados atrás da nuca ou trançados e formando uma coroa na cabeça, o que caracterizou tanto a Liga das Mulheres ... A maioria das mulheres alemãs que conheço se vestem bem, sem exagerar e a maior preocupacao delas é realmente a praticidade e comodidade. Eu gosto de me arrumar mas sem exageros. Me sinto super feliz quando visto uma roupa nova, quando o corto o cabelo e faco as unhas, mas nao precisa ser todo dia, 24 horas por dia. Quem gosta de mim, tem ... Alemãs em geral têm caras de travesti que começaram a fazer tratamento hormonal depois dos 20 anos. Geralmente possuem queixos estilo lutador de vale tudo que deixam o Arnold Xuazneguer no chinelo. Contudo, apesar do corpo de travesti, as alemãs possuem lindos peitos, as quais são muito bonitas de olhar.Contudo, a bunda é extremamente reta, quase chegando ao nível de negatividade ... O que você faria se descobrisse que não sabe envelhecer A pergunta pode parecer estranha mas uma pesquisadora descobriu que as brasileiras não sabem Mirian Goldenberg é doutora em antropologia e autora de diversos livros inclusive um que trata das ‘c Porque o Mulheres alemãs mais velhas inglês é Os assuntos começam As histórias são muito parecidas Siga seu caminho com confiança e com boa coragem Se a altura dos pontos correspondentes é crucial para você, ou é mais provável que você se inspire em uma ótima foto e em um perfil interessante, isso é realmente uma questão de gosto O clima Na Alemanha, o salário das mulheres é, em média, 21% menor que o dos homens, segundo o Departamento Federal de Estatísticas.Comparando mulheres e homens com funções e qualificações iguais, a diferença de rendimentos por hora é de 7%.

Mulheres sem Nome, de Martha Hall Kelly

2019.11.14 23:41 livrosetal Mulheres sem Nome, de Martha Hall Kelly

Sinopse:
Inspirado nas memórias verídicas de uma heroína da Segunda Guerra Mundial, este romance conta-nos uma história de amor, redenção e de segredos que estavam escondidos há décadas. Vivendo na alta sociedade de Nova Iorque, Caroline Ferriday não tem mãos a medir com o seu cargo no consulado francês e um novo amor no horizonte.
Mas o seu mundo muda para sempre quando o exercito de Hitler invade a Polónia em setembro de 1939 - e começa a ameaçar a França. No outro lado do oceano, Kasia Kuzmerick, uma adolescente polaca envolvida no movimento clandestino da resistência, pressente que a sua vida de adolescente despreocupada está a chegar ao fim. Num ambiente tenso e alerta, com vizinhos desconfiados, um passo em falso pode ter consequências terríveis.
Para a jovem médica alemã, Herta Oberheuser, um anúncio governamental parece-lhe a melhor oportunidade para construir a sua carreira e deixar a sua vida destruída para trás. No entanto, assim que é contratada dá por si aprisionada num universo de homens, dominado por segredos e pelo poder nazi.
As vidas destas três mulheres entram em colisão quando o impensável acontece e Kasia é enviada para Ravensbrück, o conhecido campo de concentração nazi para mulheres. As suas histórias atravessam continentes - de Nova Iorque para Paris, Alemanha e Polónia - enquanto Caroline e Kasia lutam para trazer justiça àqueles que foram esquecidos pela História.
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2019.08.22 14:05 modsbr Megathread sobre os incêndios na Floresta Amazônica em Português/English Megathread regarding the Amazon forest fires

https://i.redd.it/wxz48yv7bvh31.jpg
Se alguém se oferecer a traduzir o conteúdo em espanhol, nós ficaríamos muito gratos!

1. That bullshit with INPE (Brazil's National Space Research Institute)

“A questão do INPE, eu tenho a convicção que os dados são mentirosos. Até mandei ver quem é o cara que está à frente do INPE para vir explicar aqui em Brasília esses dados aí que passaram para a imprensa
Translated:
About INPE, I am convinced that the data is a lie. I even ordered to check who's the guy heading the INPE for him to come here in Brasilia and explain the data that was released to the press.
The first thing I can say is that Mr. Jair Bolsonaro needs to understand that a President cannot speak in public, especially at a press conference, as if he was in a pub-talk. He made inappropriate and unsubstantiated comments and made unacceptable attacks not only on me, but on people working for the science of this country. He said he was convinced that INPE's data are a lie. This is more than offensive to me, it was very offensive to the institution. I was really upset, because in my opinion he played with me the same game that he did with Joaquim Levy (who resigned from BNDES after public threats by Bolsonaro). He has taken a pusillanimous, cowardly attitude, to make a public statement perhaps hoping I will resign, but I will not. I hope he calls me to Brasília to explain the data and that he has the courage to repeat, looking face to face, eye to eye. I am a 71-year-old gentleman, a member of the Brazilian Academy of Sciences, I will not accept such an offense.
What is happening is that this government has sent a clear message that there will not be any more punishment [for environmental crimes] like before … This government is sending a very clear message that the control of deforestation will not be like it was in the past …. And when the loggers hear this message that they will no longer be supervised as they were in the past, they penetrate [the rainforest],” Galvão said, claiming “enormous” damage had already been done since Bolsonaro took power in January.

2. Amazon Fund, and that thing with Norway and Germany

In a joint letter sent to [the Minister of the Environment] Salles on June 5, Norway and Germany had defended Cofa's governance model, consisting of three blocs: the federal government, state governments, and civil society, including NGOs, which have been systematically criticized by members of the Bolsonaro government.
  • All those things I've mentioned up there in Item 1? Of course they knew about it, and then some. It's not like satellites and other equipment don't exist for them to know what was going on, Bolsonaro's problem with INPE was that silly, the data provided by them was observable, so yeah. Anyway, this adds fuel to fire.
  • In July he also said that Macron and Merkel 'haven’t realized Brazil’s under new management', and some other shit.
  • Germany withdrew money promised for forest protection in Brazil!
"The policy of the Brazilian government in the Amazon raises doubts as to whether a consistent reduction of deforestation rates is still being pursued," German Environment Minister Svenja Schulze told Saturday's edition of the Berlin daily Tagesspiegel.
  • Bolsonaro to Merkel over Amazon aid cut:
They can use this money as they see fit. Brazil doesn't need it
Also
I would like to send a message to dear Mrs. Angela Merkel, who suspended 80 million dollars to the Amazon Rainforest. Take this money and reforest Germany, ok? It's much more needed there than it is here
"Brazil broke the agreement with Norway and Germany since suspending the board of directors and the technical committee of the Amazon Fund," Norway's Environment Minister Ola Elvestuen told the Dagens Naeringsliv newspaper. "What Brazil has done shows that they no longer wish to stop deforestation," said Elvestuen.
  • Bolsonaro (after Norway's withdrawal) went to Twitter, where he shared a video and also decided to write:
Look at the killing of whales sponsored by Norway
He used images from the Faroe Islands though, a Danish territory, in the North Atlantic.

3. Those fucking fires and our forests, man

  • Yes, it's common to have forest fires by this time of the year.
  • Important note here, though: federal deforestation and firefighting policies. Since March, Bolsonaro's government has cut $7.3 million slated for fire prevention and environmental inspections to Ibama (Brazilian Institute of Environment and Renewable Natural Resources) and ICMBio (Institute for Biodiversity Conservation), two of Brazil’s federal environmental agencies.
  • This administration has launched policies that undermine Ibama and ICMBio by effectively dismantling environmental law enforcement and allowing deforestation to proceed unchecked. As an example, Ibama’s website must now announce in advance when and where each operation will take place, even though it’s obvious that the success of the raids depends on secrecy and the element of surprise
  • Bolsonaro has deranged deforestation enforcement further by firing or not replacing top environmental officials. This includes 21 out of 27 Ibama state superintendents responsible for imposing most of the deforestation fines. Also, 47 of Brazil’s conservation units now lack directors, leaving a combined area greater than the size of England without conservation leadership.
  • August 10, we apparently had this thing which farmers called the 'Day of Fire', I shit you not. The first reference being from a small town newspaper from Novo Progresso (they have live radio so headphone alert!) on August 5. This can be summed up as farmers wanting to show Bolsonaro their willingness to work and, just to be clear, this wasn't approved by the government in any way, they just decided it was okay.
  • Bolsonaro got the short end of the stick on something you've probably seen: the dark skies observed in São Paulo on August 19. Despite the perfect timing to shit on him for environmental problems, this is not exactly one of those things, there's more to it as it was due not only to Amazon fires, but also due to fires in Bolivia and Paraguay, besides actual clouds from a cold front.

1. A merda que rolou com o INPE, em Julho

2. Fundo Amazônia (wikipédia), que recebia dinheiro da Noruega e da Alemanha

3. A porra dos incêndios e a porra das nossas florestas, caralho

A prevenção e controle de incêndios florestais teve bloqueio de 38,4%, equivalente a R$ 17,5 milhões. A ação de licenciamento ambiental federal perdeu 42% da verba de R$ 7,8 milhões.
  • O Ministério do Ambiente, sob Salles, também demitiu 21 dos 27 superintendentes regionais do Ibama, sem anunciar substitutos
As superintendências são responsáveis por comandar o Ibama nos estados. A instância executa principalmente as operações de fiscalização e também atua em emergências ambientais, na prevenção e no controle de incêndios florestais.
Nesta semana, a Folha revelou o conteúdo de uma minuta de decreto elaborada pelo Ministério do Meio Ambiente que cria um "núcleo de conciliação" com poderes para analisar, mudar o valor e até anular cada multa aplicada pelo Ibama por crimes ambientais no território nacional.
A Folha também mostrou que a minuta teve aval da autarquia ambiental sem ter recebido pareceres técnico e jurídico. O procedimento, embora não seja ilegal, é considerado incomum, sobretudo no caso de uma proposta que altera políticas centrais do órgão.
A atuação fiscalizatória do Ibama tem estado sob ataque do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que já declarou em diversas oportunidades a intenção de acabar com uma suposta "indústria da multa" no órgão.
  • Fazendeiros planejaram o que se chama de "Dia do Fogo", com focos de incêndios por todo o Pará. O "dia do fogo" foi revelado no último dia 5 pelo jornal Folha do Progresso, de Novo Progresso. De acordo com a publicação, os produtores se sentem "amparados pelas palavras do presidente" Jair Bolsonaro (PSL) e coordenaram a queima de pasto e áreas em processo de desmate na mesma data. O objetivo, segundo um dos líderes ouvidos sob anonimato, é mostrar para o presidente que querem trabalhar.
  • E o céu escurecido em São Paulo e outras cidades. O desmatamento e as queimadas ganharam repercussão internacional, principalmente depois que São Paulo, a 3.000 quilômetros da Amazônia, viu o céu escurecer como consequência do mau tempo misturado à fumaça das queimadas. A água da chuva ficou preta, como mostrado no Jornal Nacional. Um comentário no Reddit explica bem os três motivos para o céu escurecido:
Primeiro ponto: continuaram as queimadas pras bandas de Rondônia, Acre etc., que já vinham levando fumaça/material particulado de lá pra Argentina, Paraguai, Uruguai e região sul do Brasil e, pelos últimos dois dias mais ou menos, chegou no sudeste também. Não é muito inesperado que isso aconteça, considerando os padrões de vento envolvidos e a existência dos Andes — tem a mesma origem da história do transporte de umidade da Amazônia que evita que o Sudeste vire um deserto.
Segundo ponto: de ontem [18/08] a tarde pra hoje [19/08] ocorreram incêndios florestais enormes no sudeste da Bolívia e no Paraguai. Por satélite dava até pra ver puffs de piroconvecção. A fumaça desse incêndio chegou ao Mato Grosso do Sul ainda ontem, e por hoje chegou a SP e partes do PR, MG e RJ.
Terceiro ponto, pra quem mora no sudeste do estado de SP: esses dois fatores se combinaram com uma frente fria que tava chegando e deixou tudo ainda mais escuro. Por mais tentador que seja culpar a escuridão bizarra das 3 da tarde de SP hoje inteiramente nas queimadas de Rondônia, essa não é a história completa, apesar de talvez parcialmente correta.

Manifestações

Há manifestações planejadas por todo o país, mas tome cuidado, tenha certeza que há pessoas reais por trás da organização das manifestações. De acordo com esse tweet, há protestos organizados nas seguintes cidades:
  • Rio de Janeiro, RJ - 23.08 / 17h / Cinelândia (Parece que há várias pessoas tentando organizar algo em São Paulo, então não duvido que aconteça vários protestos nos próximos dias)
  • São Paulo, SP - 23.08 / 18hrs / MASP (Parece que há várias pessoas tentando organizar algo em São Paulo, então não duvido que aconteça vários protestos nos próximos dias)
  • Brasília, DF - Reunião de organização 21.08 / 20h30 / UnB - Ceubinho Dia 24 de Agosto, organizada pelos Jovens Pelo Clima
  • Curitiba, PR - 23.08 / 17:30h / Praça da Mulher Nua
  • Florianópolis - 24.08 / 14:00 / no Largo da Catedral
  • Ribeirão Preto - 24.08 / 14 hrs / Av. Francisco Junqueira
  • São Carlos, SP - 24.08 / 15h / Praça São Benedito
  • Natal, RN - 24.08 / 15hrs / Midway
  • Belém - 24.08 / 9:00 / na praça da República.
  • Manaus, AM - 24.08 / 10h / Praça do Congresso
  • Fortaleza / 24.08 / 14:00 / na Gentilândia.
  • Goiânia / 24.08 / 14:00 / Início no Vaca Brava até a Praça Cívica
  • Salvador, BA - 23.08 / 14h / Em frente ao WetNWild, na entrada da Climate Week
  • Atalanta, SC - 23.08 / 9h / Colégio Dr. Frederico Rolla
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2019.05.02 23:29 silveringking Uma pequena explicação sobre como funciona o direito em Portugal e no Mundo

Eu decidi fazer esta publicação relativa a uma publicação que eu fiz anteriormente onde notei algum desconhecimento sobre a lei portuguesa. Eu não sou entendido de leis, trabalho com lei do ponto de vista teórico, como alguma (muito pouca) tradução jurídica.
Esta afirmação vai parecer ridícula, quando alguém vai a um julgamento, o que está em jogo não é justiça. Na maioria dos casos, a justiça não funciona porque as pessoas pensam que justiça trata-se procurar o resultado mais justo, o resultado onde o bem triunfe sobre o mal. Infelizmente, pelo menos na justiça portuguesa, é tudo menos isso, a justiça não passa mais do que um mero jogo de xadrez. Trata-se de aplicar as melhores táticas, de pôr o inimigo em cheque deixando-o sem defesa. Infelizmente o resultado deste jogo nem sempre é o mais justo, é apenas o resultado de quem é “melhor no jogo”.
Tendo em conta, eu não sou nenhum especialista em leis, muito pelo contrário, sou apenas alguém que conhece pessoas do lado certo e do lado errado da lei e esta é a minha visão sobre a lei em geral e a lei portuguesa em específico…
Para poder mos definir a lei portuguesa, que, primeiro falar das 4 grandes famílias de lei que existem.

Familias de Leis

Civil – A codificação civil apareceu no tempo de Napoleão, é basicamente a continuação da lei romana. Passo a explicar nos tempos bizantinos foram codificadas e deu-se continuidade à leis romanas, um dos principais códigos da altura o Código de Justiniano foi usado em muitos países europeus durante a idade média. Na altura da revolução napoleónica, foi feita uma revisão das várias variações desse código usadas em França, acrescentadas algumas leis de tradição local e alguns conceitos novos. A este novo código foi chamado de Código Napoleão… Este código deu origem a vários outros códigos na Europa que falaremos mais daqui a pouco. À família de leis originárias deste código foi dado o nome de Civil. A lei civil caracteriza-se por uma alta independência do sistema judicial do atual governo, esta é uma inovação muito grande que alguns dos outros sistemas não têm. Os julgamentos por júri são abrangidos por este sistema, mas raramente são usados. O sistema usado em julgamento é o sistema inquisitório, significa que, neste sistema, o juiz faz parte do processo de investigação e realmente faz perguntas aos arguidos. Neste sistema os juízes não são advogados, são especialistas em lei, que se formam com devido propósito de se tornarem juízes.
A maioria dos países na Europa e na Ásia usam o sistema civil, sem influência de qualquer outro sistema. Há, no entanto, uma grande exceção, Macau, a lei macaense é baseada na lei portuguesa, no entanto o governo chinês tem uma palavra nas decisões tomadas na RAE e podem efetivamente anulá-las ou alterá-las guiando-se pelo sistema soviético em vigor no país.

Comum – Este sistema de leis é usado, na sua maioria nos países que foram colonizados pelo Reino Unido, trata-se de um sistema muito antigo, em parte baseado na lei romana que tem sido desenvolvido no Reino Unido desde a idade média. Como no sistema civil, há uma separação entre o poder jurídico e executivo, no entanto há algumas diferenças, por exemplo a utilização de júri é muitas vezes usada. Neste sistema o juiz não faz perguntas, o juiz é apenas árbitro, ouve os argumentos de cada lado e simplesmente toma uma decisão baseando-se no que ouve, no caso dos EUA, o juiz nem sequer decide quem é culpado ou não, delega essa tarefa ao júri, um grupo de pessoas escolhidas ao acaso para tomarem uma decisão sobre um caso. É a tarefa do júri chegar a um acordo e decidir quem é que está certo e quem está errado, ao juiz apenas lhe compete decretar a sentença. Isto significa que as tarefas dele são apenas, ouvir ambas as partes, garantir que o júri é imparcial e dar a punição. Neste sistema as autoridades e os advogados fazem a maioria do trabalho, e eis aqui uma grande diferença entre o sistema civil e o comum, no civil a única coisa a ter em conta é a lei local, num comum não só a lei local é uma parte integrante como os advogados podem citar e até mesmo argumentar com base noutros casos já resolvidos.
E agora vamos aos sistemas que são realmente interessantes

Soviético – Estava em vigor em toda a antiga União Soviética, hoje em dia o único país em que a lei soviética está em vigor é a China. Neste sistema, não podemos dar por garantida a separação dos poderes, pelo contrário todo o sistema é carregado de ideologia marxista-leninista. Apesar de ser atualmente em parte baseado na lei alemã (civil) no país em que está em vigor, é totalmente diferente. Para começar ao contrário do sistema de lei civil onde os juízes são treinados, e do sistema comum onde advogados podem se candidatar para ser juízes, normalmente aqui os juízes são burocratas com ligações ao partido. Normalmente há uma regra implícita na sociedade chinesa, que diz que desde que o governo trate as principais necessidades da população e traga um certo nível de conforto, esta está disposta a sacrificar a sua liberdade expressão. Uma característica engraçada é que segundo a lei soviética, todo o terreno pertence ao estado e geralmente o estado concede licenças de até 99 anos de aluguer ou uso do terreno. No entanto se alguém construir uma casa num terreno a pessoa tem propriedade sobre a casa, só não tem propriedade sobre o local onde a casa está construída. Neste sistema muita da opinião do juiz vai incidir sobre a opinião do partido sobre um determinado assunto. Neste sistema também é usado um júri, mas neste caso é utilizado para casos menores. Não é preciso dizer que alguém ou algo que vá contra o partido pode ter problemas neste sistema.

Islâmico – Este sistema é muito peculiar, é usado por vários países onde o islão é a religião vigente. Neste sistema, toda a lei é baseada na opinião Maomé e os seus acompanhantes originais. Por exemplo, no Islão o empréstimo com juro é proibido, logo os bancos não podem emprestar. O que acontece é o seguinte, por exemplo, se alguém quiser comprar uma casa, o banco não empresta para comprar uma casa, em vez disso compra a casa e fica com ela até estar paga, e, para ganhar dinheiro com isso cobra uma taxa mensal pelos seus serviços. Neste sistema, obviamente os juízes geralmente são geralmente homens de fé, pessoas que dedicaram a sua vida a estudar a palavra de Maomé e que tentam interpretar a lei segundo o seu entendimento da palavra dele. Todo o sistema é baseado na opinião deste profeta sobre um assunto, se algum assunto não tiver sido discutido por Maomé, ou pelos seus discípulos, geralmente a opinião que mais interessa é a das maiores autoridades religiosas. Por exemplo, Maomé nunca discutiu transsexualidade, no entanto, é da opinião dos líderes iranianos que a transsexualidade é uma doença, e sendo assim deve ser curada, logo na sociedade iraniana é permitida a mudança de sexo, apesar de a homossexualidade ser completamente proibida.

Muito do que é a lei não se trata mais do que interpretação.

O ano passado tive um cliente, um senhor italiano que trabalhava na indústria do café, ele tinha sido formado como advogado no Reino Unido. O que ele me disse sobre a sua profissão é que a única coisa que uma pessoa tira de um curso de direito é o típico pensamento de um advogado. Ser advogado não é perceber muito de leis, duvido que muitos saibam recitar 1/10 do código civil português de cor. O que interessa a um advogado é a perceção geral do que é legal ou não e de saber trabalhar com isso. Tendo isto em conta, um advogado trabalha com as peças que lhe são dadas. O cliente é uma grande parte de fazer um grande caso, porque primeiro o cliente tem que transmitir a mensagem correta ao advogado, se o advogado não acreditar que a causa é justa e se a mensagem não for bem transmitida, ele recusará ou se aceitar jogará na defesa para minimizar danos. Outra parte importante é a recolha de provas, isso é importantíssimo, não é só preciso recolher provas como é preciso manter o elemento surpresa relativamente a elas, porque mais uma vez é tudo um jogo, a noção do certo ou errado só vai de acordo com o juiz do quão bem o advogado consegue convencê-lo que a sua versão é a mais correta e mais justa.

Tendo isto em conta:

A justiça portuguesa
A lei portuguesa faz parte da família civil, para dizer a verdade é, na sua maioria, uma mistura entre a versão alemã e a versão francesa do código civil. Basicamente, durante a monarquia a principal fonte de lei para Portugal foi a França, assim que foi implementada a primeira republica e com especial atenção ao período do estado novo, que é de onde o nosso atual código civil é datado (1956 senão me engano), os doutores de Coimbra simplesmente enamoraram-se pela lei alemã, basicamente foram substituindo aos poucos a lei francesa com a lei alemã, processo que continua até aos dias de hoje, mas não a substituíram completamente, pelo que ficou ali uma mistura. É claro que a nossa lei não é um copy paste da lei francesa e alemã apenas, tem influências de outros tipos de lei, como a americana por exemplo, também tem as suas adaptações locais, mas na sua maioria é basicamente francesa com alemã.
A lei portuguesa é bastante influente a nível internacional, virtualmente todas as nossas ex-colónias usam uma versão dela, incluindo Goa, que usa uma versão do nosso código em vigor em 1951 (no entanto está em certos casos sujeita à lei comum em vigor na India) e Macau, que apesar de ser dependente do sistema soviético da China Continental, se rege pela lei portuguesa na sua maioria.
É preciso notar que a justiça portuguesa em muitos casos privilegia a parte que se está a defender. Na maioria dos casos, a justiça portuguesa faz pouco caso da opinião do acusador. Tenho um amigo criminologista que fez 2 anos de direito antes de desistir e seguir criminologia, e ele diz-me que a situação portuguesa é tão drástica, que até vítimas de violação tem pouca voz.

Relativamente à justiça portuguesa ser lenta
Eu não faço a mínima ideia porque o processamento judicial português é tão lento, no entanto, e pelo que entendi, a justiça portuguesa não tem falta de magistrados, muito pelo contrário, na Europa nós temos uma percentagem de juízes por população que muitos outros países não têem. Talvez a constituição “obrigatória” de defesa por advogado atrase muito o processo.

Relativamente à questão dos advogados
Há pessoas que dizem que o advogado em si não importa desde que elas estejam do lado certo, no entanto, muito do que é a justiça a nível mundial, trata-se de nada mais de interpretação dos factos e de decidir qual é a parte com mais razão. Note-se que eu disse “com mais”, em muitos casos ambas as partes têm razão, no entanto, há sempre uma que prevalece. A justiça também depende muito da opinião do juiz, não há uma justiça para todos, a opinião do juiz sobre um assunto leva a que o mesmo assunto tenha resultados diferentes por juízes diferentes. Daí ser muito importante escolher um bom advogado. Um bom advogado não é um advogado que demonstre “a verdade” é o advogado que jogue melhor com as suas peças. E eis uma opinião pessoal aqui, ao escolher um advogado, escolher um com uma idade próxima à nossa é uma mais valia. Sim um advogado mais velho tem mais experiência, no entanto, sou da opinião de que um advogado mais novo serve uma causa melhor a uma geração mais nova, sendo da mesma geração percebe melhor os desafios que essa geração tem.
Tendo isto em conta, a justiça portuguesa não é má, não do ponto de vista legislativo, simplesmente pode ser é má aplicada. Poderia ser pior, há países de influência islâmica onde a opinião de uma mulher vale metade da opinião da opinião de um homem, o que quer dizer que são precisas três mulheres para superar um homem num tribunal.
Espero que este tópico tenha sido esclarecedor relativamente aos conceitos de justiça.
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2018.10.08 16:24 luiz_brenner Sua tia não é fascista, ela está sendo manipulada. (Rafael Azzi)

Você se pergunta como um candidato com tão poucas qualidades e com tantos defeitos pode conseguir o apoio quase que incondicional de grande parte da população?
Você já tentou argumentar racionalmente com os eleitores deles, mas parece que eles estão absolutamente decididos e te tratam imediatamente como inimigo no mais leve aceno de contrariedade?
Até sua tia, que sempre foi fofa com você, agora ataca seus posts sobre política no facebook?
Pois bem, vou contar uma história.
O principal nome dessa história é um sujeito chamado Steve Bannon. Bannon tinha uma visão de extrema direita nacionalista. Ele tinha um site no qual expressava seus pontos de vista que flertavam com o machismo, com a homofobia, com a xenofobia, etc. Porém, o site tinha pouca visibilidade e seu sonho era que suas ideias se espalhassem com mais força no mundo.
Para isso, Bannon contratou uma empresa chamada Cambridge Analytica. Essa empresa conseguiu dados do facebook de milhões de contas de perfis por todo mundo. Todo tipo de dado acumulado pelo facebook: curtidas, comentários, mensagens privadas. De posse desses dados e utilizando algoritmos, essa empresa poderia traçar perfis psicológicos detalhados dos indivíduos.
Tais perfis seriam então utilizados para verificar quais indivíduos estariam mais predispostos a receber as mensagens: aqueles com disposição de acreditar em teorias conspiratórias sobre o governo, por exemplo, ou que apresentavam algum sentimento de contrariedade difuso ao cenário político atual.
A estratégia seria fazer com que esse indivíduo suscetível a essas mensagens mudasse seu comportamento, se radicalizasse. Como as pessoas passaram a receber as notícias e a perceber o mundo principalmente através das redes sociais, não é difícil manipular essas informações. Se você pode controlar as informações a que uma pessoa tem acesso, você pode controlar a maneira com que ela percebe o mundo e, com isso, pode influenciar a maneira como se comporta e age.
Posts no facebook podem te fazer mais feliz ou triste, com raiva ou com medo. E os algoritmos sabem identificar as mudanças no seu comportamento pela análise dos padrões das suas postagens, curtidas, comentários.
Assim, indivíduos com perfis de direita e seu tradicional discurso “não gosto de impostos” foram radicalizados para perfis paranóicos em relação ao governo e a determinados grupos sociais. A manipulação poderia ser feita, por exemplo, através do medo: “o governo quer tirar suas armas”. Esse tipo de mensagem estimula um sentimento de impotência e de não ser capaz de se defender. Estimula também um sentimento de “somos nós contra eles”, o que fecha a pessoa para argumentos racionais.
Sites e blogs foram fabricados com notícias falsas para bombardear diretamente as pessoas influenciáveis a esse tipo de mensagem. Além disso, foi explorado também um sentimento anti-establishment, anti-mídia tradicional e anti “tudo isso que está aí”. Quando as pessoas recebiam várias notícias de forma direta, e não viam essas notícias repercutirem na grande mídia, chegavam à conclusão de que a grande mídia mente e esconde a verdade que eles tem.
Se antes a mídia tradicional podia manipular a população, a manipulação teria que ser feita abertamente, aos olhos de todos. Agora, todos temos telas privadas que nos mandam mensagens diretamente. Ninguém sabe que tipo de informação a pessoa do lado está recebendo ou quais mensagens estão construindo sua percepção de realidade.
Com esse poder nas mãos, Bannon conseguiu popularizar a alt right (movimento de extrema direita americana) entre os jovens, que resultou nos protestos “unite de right” no ano passado em Charlottesville, Virgínia que tiveram a participação de supremacistas brancos. Bannon trabalhou na campanha presidencial de Donald Trump e foi estrategista de seu governo. A Cambridge Analytica trabalhou também no referendo do Brexit, que foi vencido principalmente por argumentos originados de fakenews.
Quando a manipulação veio à tona, Mark Zuckerberg foi chamado ao senado americano para depor. Pra quem entendeu o que houve, ficou claro que a democracia da nação mais importante do mundo havia sido hackeada. Mas os congressistas pouco entendimento tinham de mídia social; e quem estaria disposto a admitir que a democracia pode ser hackeada através da manipulação dos indivíduos?
Zuckerberg estava apenas pensando em estabelecer um modelo de negócios lucrativo com a venda de anúncios direcionados. A coleta de dados e a avaliação de perfil psicológico das pessoas tinham a intenção “inocente” de fazer as pessoas clicarem em anúncios pagos. Era apenas um modelo de negócios. Mas esse mesmo instrumento pode ser usado com finalidade política.
Ele se deu conta disso e sabia que as eleições brasileiras podiam estar em risco também. Somos uma das maiores democracias do mundo. O facebook tomou medidas ativas para evitar que as campanhas de desinformação e manipulações ocorressem em sua rede social. Muitas contas fake e páginas que compartilhavam informações falsas foram retiradas do facebook no período que antecede as eleições.
Mas não contavam com a capilarização e a popularização dos grupos de whatsapp. Whatsapp é um aplicativo de mensagens diretas entre indivíduos; por isso, não pode ser monitorado externamente. Não há como regular as fakenews, portanto. Fazer um perfil fake no whatsapp também é bem mais fácil que em outras redes sociais e mais difícil de ser detectado.
Lembram do Steve Bannon, que sonhou com o retorno de uma extrema direita nacionalista forte mundialmente? Que tinha ideias que são classificadas como anti minorias, racistas e homofóbicas? E que usou um sentimento difuso anti “tudo que está aí”, e um medo de os homens se sentirem indefesos para conquistar adeptos?
Pois bem, ele se encontrou em agosto com Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro disse que o Bannon apoiaria a campanha do seu pai com suporte e “dicas de internet”, essas coisas. Bannon é agora um “consultor eventual” da campanha. Era o candidato ideal pra ele, por compartilhava suas ideias, no cenário ideal: um país passando por uma grave crise econômica com a população desiludida com a sua classe política.
Logo depois de manifestações de mulheres nas ruas de todo o Brasil e do mundo contra Bolsonaro, o apoio do candidato subiu, entre o público feminino, de 18 para 24 por cento. Um aumento de 6 pontos depois de grande parte das mulheres se unir para demonstrar sua insatisfação com o candidato.
Isso acontece porque, de um lado, a grande mídia simplesmente ignorou as manifestações e, por outro, houve um ataque preciso às manifestações através dos grupos de whatsapp pró-Bolsonaro. Vídeos foram editados com cenas de outras manifestações, com mulheres mostrando os seios ou quebrando imagens sacras, mas utilizadas dessa vez para desmoralizar o movimento #elenão entre as mais conservadoras.
Além disso, Eduardo Bolsonaro veio a público logo após a manifestação e declarou: “As mulheres de direita são mais bonitas que as de esquerda. Elas não mostram os peitos e nem defecam nas ruas. As mulheres de direita têm mais higiene.” Essa declaração pode parece pueril ou simplesmente estúpida mas é feita sob medida para estimular um sentimento de repulsa para com o “outro lado”.
Isso não é nenhuma novidade. A máquina de propaganda do nazismo alemão associava os judeus a ratos. O discurso era que os judeus estavam infestando as cidades alemãs como os ratos. Esse é um discurso que associa o sentimento de repulsa e nojo a uma determinada população, o que faz com que o indivíduo queira se identificar com o lado “limpo” da história. Daí os 6 por cento das mulheres que passaram a se identificar com o Bolsonaro.
Agora é possível compreender porque é tão difícil usar argumentos racionais para dialogar com um eleitor do Bolsonaro? Agora você se dá conta do nível de manipulação emocional a que seus amigos e familiares estão expostos? Então a pergunta é: “o que fazer?”
Não adiante confrontá-los e acusá-los de massa de manobra. Isso só vai fazer com que eles se fechem e classifiquem você como um inimigo “do outro lado”. Ser chamado de manipulado pode ser interpretado como ser chamado de burro, o que só vai gerar uma troca de insultos improdutiva.
Tenha empatia. Essas pessoas não são tolas ou malvadas; elas estão tendo suas emoções manipuladas e estão submetidas a uma percepção da realidade bastante diferente da sua.
Tente trazê-las aos poucos para a razão. Não ofereça seus argumentos racionais logo de cara, eles não vão funcionar com essas pessoas. A única maneira de mudar seu pensamento é fazer com que tais pessoas percebam sozinhas que não há argumentos que fundamentem suas crenças e as notícias veiculadas de maneira falsa.
Isso só pode ser feito com uma grande dose de paciência e de escuta. Peça para que a pessoa defenda racionalmente suas decisões políticas. Esteja aberto para ouvi-la, mas continue sempre perguntando mais e mais, até ela perceber que chegou num ponto em que não tem argumentos para responder.
Pergunte, por exemplo: “Por que você decidiu por esse candidato? Por que você acha que ele vai mudar as coisas? Você acha que ele está preparado? Você conhece as propostas dele? Conhece o histórico dele como político? Quais realizações ele fez antes que você aprova?”
Em muitos casos, a pessoa tentará mudar o discurso para falar mal de um outro partido ou do movimento feminista. Tal estratégia é esperada porque eles foram programados para achar que isso representa “o outro lado”, os inimigos a combater.
Nesse caso, o caminho continua o mesmo: tentar trazer a pessoa para sua própria razão: “Por que você acha que esse partido é tão ruim assim? Sua vida melhorou ou piorou quando esse partido estava no poder? Como você conhece o movimento feminista? Você já participou de alguma reunião feminista ou conhece alguém envolvido nessa luta?”
Se perceber que a pessoa não está pronta para debater, simplesmente retire-se da discussão. Não agrida ou nem ofenda, comportamento que radicalizaria o pensamento de “somos nós contra eles”. Tenha em mente que os discursos que essa pessoa acredita foram incutidos nela de maneira que houvesse uma verdadeira identificação emocional, se tornando uma espécie de segunda identidade. Não é de uma hora pra outra que se muda algo assim.
Duas das mais importantes democracias do mundo já foram hackeadas utilizando tais técnicas de manipulação. O alvo atual é o nosso país, com uma das mais importantes democracias do mundo. Não vamos deixar que essas forças nos joguem uns contra os outros, rasgando nosso tecido social de uma maneira irrecuperável.
P.S.: Por favor, pesquise extensamente sobre todo e qualquer assunto que expus aqui, e sobre o qual você esteja em dúvida. Não sou de nenhum partido. Sou filósofo e, como filósofo, me interesso pela verdade, pela ética e pelo verdadeiro debate de ideias.
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2018.01.30 00:14 Alfre-douh Assunto mal resolvido

Resolvido?! Caramba pá! Que merda é essa agora hein?! Ser um tipo resolvido, que é isso? Toda a gente agora parece ter aceite esse termo como um novo mantra, estar com alguém que seja um indivíduo resolvido. Nem aplicam muita profundidade à coisa, aquilo é ideia que vive ali entre o ajuda a limpar a casa e o é previsível. Ou seja: basicamente alguém capaz de ser lido e não lembrar relações que correram mal no passado. Zero trabalho de relacionamento, zero esforço de auto-percepção, zero pessoa-espelho para não cansar muito a vidinha inerte que se pretende. Zero, Zero, Zero ... o novo número das bestas.
Começou há dois dias atrás. Estava eu ao balcão a limpar a espuma da bica com a colherzinha e oiço: "... sim, porque ela é uma gaja resolvida! Percebes o que quero dizer?! Tipo não há stressesh nem nada dessas cenas." "Ya percebo-te...a minha chavala também me traz bué estabilidade. Foda-se depois do que eu passei, quero mesmo é paz e sossego, e ter uma pessoa resolvida na minha vida traz-me bué isso. Tás a ver?!"
Passam nas minhas costas enquanto eu estou ao balcão, qual figurante do Barco do Amor. Nestas situações dá sempre uma vontade incompreensível de sacar a pinta aos locutores desta nova vaga a que eu gosto de chamar matarruanos sentimentalões. Não o faço e vivo para me arrepender disso. Adiante, eles passam por mim e vão até uma mesa no canto. Não os consigo ouvir do balcão e não vou estar com aproximações à National Geographic para ouvir mais do mesmo. Portanto a modos que aspirei o ar da rua e fundi-me num, não digo mar, mas quiçá ribeiro de gente, que passava por ali àquela hora.
Um dia depois... ontem portanto. Fui ao supermercado aviar-me de cerveja alemã de marca branca e passo pela secção de higiene (aquilo a organização do espaço muda tantas vezes que um tipo acaba a passar onde não quer, claro está). Então era uma mulher de meia idade (a minha idade) a dizer para a outra: "...tu sabes lá! Ele vai e vira-se para mim e diz-me que nem que a vaca tenha movimentos involuntários de limpeza da traqueia que ele se vai dar ao trabalho de pintar o móvel de verde acetinado. Mas menina, não penses que por convicção estética, é mesmo só porque dá trabalho. E tu percebes, da mesma forma que não pinta o móvel como eu quero também não se dá ao trabalho de outras coisas. Opá se eu fosse nova outra vez a ver se eu não caía mas era encima de um homem resolvido!" A outra vai e responde: "Pois, eles para não fazerem nada são todos resolvidos". Mudam subitamente a conversa para um longo divagar sobre o Redfish não ser bem vermelho, mas mais para o alaranjado vivo e eu aproveito para me lembrar do meu propósito e ir também comprar uns amendoins com casca.
Hoje, acordo de manhã (nem todos os dias o faço), e lembro-me duma conversa que ouvi sobre comer frutos secos ao pequeno-almoço. Também houve alguém que me disse que os óleos dos frutos secos podem por o fígado a carburar mal, mas resolvi dar uma chance à moda e toca de começar a descascar umas sobras de amendoins de ontem. Estava eu de cigarro no cinzeiro a fazer incenso a aviar-me de amendoins e nisto entra a minha mulher. "Ó Alfredo... olha para o teu aspecto, come antes um pão de sementes!" "Sementes ou amendoins não é a mesma coisa? Aliás, pelo menos os amendoins descasquei-os eu. Sabe-se lá quem descascou as sementes" "Ó querido, não te ponhas com essas coisas, lê a roda dos alimentos que te deixei no frigorífico!" "Aquela merda recortada da revista do Doce Pingo em que o puto escreveu a caneta de álcool: Carne é morte e o glutem também o é, oremos ao pai-bróculo?" "Aquilo não é caneta de álcool!" "Estou-te a dizer que é!" "Não é nada Alfredo, nem a brincar digas isso..." "Oremos ao Pai-bróculo!... vou ter de lhe cortar as vazas na próxima mesada" "Possas pá, ninguém nesta família ajuda! Só gente mal resolvida... dá-me lá um cigarro que tenho de ir trabalhar".
Enrolo-lhe um cigarro, azoado com a questão "ser uma qualquer resolução" e sigo para varanda, onde de resto me encontro a tentar achar solução para todo este assunto muito mal resolvido.
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2016.06.09 04:05 ClayDatsusara O. Unilateralis

Hoje descobri que há um fungo parasita que se instala no cérebro de uma variedade de formigas e as obriga a agir como zombies. O único objectivo da vida delas passa a ser subir plantas acima até atingir um ponto específico onde o balanço entre humidade e temperatura seja perfeito para o fungo se instalar e desenvolver. Nesse momento a formiga prende as suas mandíbulas à planta para nunca mais largar e aí prepara-se para morrer enquanto é comida de dentro para fora pelo parasita. O apex desta invasão fúngica acontece quando da cabeça da formiga brota uma espécie de cogumelo que imediatamente liberta para o ar esporos. Estes esporos, por sua vez, vão cair no solo. Mas não todos. O acaso encarrega-se de fazer com que alguns esporos aterrem em cima de outras formigas, as próximas vítimas. Seria um ciclo vicioso destrutivo para a colónia de formigas se não houvesse um processo de defesa por parte destas. Quando uma formiga é infectada e visivelmente luta contra o esporo invasor, caso seja vista pelas suas companheiras saudáveis, é levada para longe da colónia para que o contágio seja minorizado.
Eu sou a formiga.
Acho que fui infectado há muito tempo atrás. Eu devia ser apenas uma criança nos braços da minha mãe, pois nem sequer me lembro do primeiro momento em que senti esta vontade irresistível de correr rumo ao desconhecido e agarrar-me com as mandíbulas a algo que não consigo identificar, mas que sei possuir essas características vitais. A formiga também não sabe que procura a humidade e temperaturas certas. Eu não sei por que é que numa noite de verão os meus olhos caem inevitavelmente sobre uma ruiva de pernas longas e cabelo sobre a face. Ela passa sozinha uma vez, duas vezes, e depois acompanha grupo de pessoas, mas os seu olhar aponta ao chão e vejo que continua numa caminha solitária muito própria.
'Sete Palmos de Terra' eu digo inconscientemente, quando ela passa da primeira vez.
'Não acho' diz a minha amiga do momento. 'Também não acho' diz a amiga da minha amiga do momento. 'Eu também não a acho parecida' diz o amigo da amiga da minha amiga do momento.
Mas quando ela passa da segunda vez, eles já conseguem ver semelhanças. Da terceira vez todos temos a certeza que ela é a versão portuense da Claire Fisher. 'De certeza que ela não é portuguesa' diz o amigo da amiga da minha amiga. Eu concordo, e acrescento que ainda assim isso não interessa. 'A loucura não conhece nacionalidades. Americana, portuguesa ou o que quer que seja, vejo nela aquela tendência auto-destrutiva que leva os homens a correrem atrás dela como cães atrás de uma cadela com o cio'.
A minha vontade é levantar-me daquele chão e perseguir a Claire e cravar-lhe as minhas mandíbulas. Sei que ela me vai levar ao sitio certo. Sei que dentro dela os meus esporos vão crescer saudavelmente e o meu estilo de vida zombie vai finalmente fazer sentido. Mas não, não me levanto nem comento o assunto em voz alta. Sou levado depois para longe dali pelos meus companheiros nocturnos, que têm também eles as suas necessidades zombies, mais fortes que as minhas neste momento.
Porém, onde quer que eu vá, vai haver sempre uma ruiva com um olhar deprimido, que necessita urgentemente da nossa companhia para esquecer o que quer que seja que a atormenta. Vai haver sempre um sorriso enganador que tenta esconder uma solidão tão infinita que nos arrepia quando pensamos na crueldade da existência. Vai haver sempre a eternidade do universo para nos relembrar que somos nada mais que poeira cósmica. Que somos uma dolorosa sucessão de eventos e que toda a nossa existência é a busca por esse instante de alívio e sensação de pertença. Mas não, os olhos da nossa Claire Fisher diziam-me que não pode haver um sentido para a vida. E quanto mais eu pensava naqueles olhos castanhos a reprimir-me por pensar que alguma coisa tem algum significado remoto, mais crescia dentro de mim esta vontade automática de me unir a ela e lhe provar, e a mim também, acima de tudo, que mesmo que não haja uma lógica final, as coisas acontecem e há forças tão grandes no universo que massas planetárias gigantescas revolvem à volta de sóis ainda mais magníficos. Se pensares assim, Claire, não é difícil conceberes esta pequena força que me atrai contra ti. Já passou tempo demais desde a explicação de Newton sobre a atração entre dois corpos. Não quero estragar o ambiente romântico, mas o certo é que 'todos os objetos no Universo atraem todos os outros objetos com uma força direcionada ao longo da linha que passa pelos centros dos dois objetos'. Parece formal demais, mas o facto é que, segundo esta lei, todo o corpo atrai todos os outros corpos, independentemente da distância. E à medida que a noite me leva para outros caminhos, eu vou sentindo que é verdade. Que mesmo com a distância eu continuo a sentir a atração.
Mas é uma atração que desvanece e fica dissimulada, quase esquecida. Porque outro dia traz outra força gravitacional mais pertinente. Desta vez pode não ser uma ruiva enigmática, somente uma morena com óculos graduados de massa preta da Ray Ban, que apesar do tom de pele excessivamente bronzeado, transmite uma ideia de inteligência que te agrada ao intelecto sedento de conversas estimulantes. Ou pode ser uma loira hiper-produzida, com cara, corpo e comportamento de bomba sexual, disponível apenas para o mais rijo e animalesco dos machos alfa, mas que, sendo capaz de descobrir casualmente e até apreciar a tua eloquência sagaz e o teu humor desconcertante, é capaz de passar noites contigo ao telefone, contando-te os seus segredos mais humanos, e chegando ao ponto de te propor que vejam o stream de um filme qualquer no wareztuga em simultâneo, cada um em sua casa, comentando as partes mais engraçadas ao ouvido um do outro como se estivessem os dois no mesmo sofá, bem juntinhos como deve ser, obrigado mais uma vez Vodafone Extravaganza.
E a vida continua nesta sucessão de vontades e atrações que vêm e vão, ao sabor dos elementos, e tu não sabes por que é que te levantas todos os dias de manhã para ires para o trabalho. Ouviste dizer que há uma vida para além desta, mas secretamente calas-te quando falam nisso, porque já a viveste quando tinhas 24 anos e passaste aquele verão a viajar numa VW com as outras formigas que perseguiam a mesma humidade e a mesma temperatura que tu, e chegaste ao fim e sentiste-te tão destituído de objectivo de vida como quando iniciaste a viagem. Libertaste-te de preconceitos e entraste nu no mesmo mar alentejano que eles, para desgosto das famílias chocadas que levavam para longe as crianças inocentes demais para ver algum mal na cena; intoxicaste-te consecutivamente até perderes a noção da passagem dos dias e a possibilidade de criares memórias duradouras desses momentos de suposta iluminação; até achaste ter ido longe demais quando participaste no esquema de roubo de gasóleo de camiões e caravanas e sentias que a polícia andava a farejar muito perto, mas achavas que era tudo em nome de um sentido da vida que apregoava o respeito, a paz, a saúde física e mental e a justiça.
A vida normal, das nove às cinco, não te parece um fardo assim tão grande, em comparação com a incerteza moral dessa existência hipócrita. Ao menos dá-te a tranquilidade e a clareza de espírito que precisas para acalmares o teu modo de vida e achares que o pacote básico 3 em 1 da MEO, internet, televisão e telefone fixo, é o ideal para o teu estilo de vida. Ignoras os apelos das tuas amigas freaks que te dizem que a TV é um sorvedouro da alma humana e um instrumento de lavagem cerebral. Não lhes dizes na cara, mas sabes que elas não precisam de ver os programas de televisão sobre a infantilidade das irmãs Kardashian porque têm casais amigos com filhos que lhes fazem visitas todas as noites. E então trabalhas como uma formiga laboriosa e incansável, para teres tudo aquilo a que tens direito, tudo aquilo que os outros têm e que lhes dá nem que seja uns míseros segundos de satisfação efémera e tu invejas como se fosse o Santo Graal que tanto tens procurado ao longo destes anos. Também queres ter a Playstation 4 e a Samsung Smart TV Série 8000 de 75 polegadas; queres passar um mês na Tailândia e visitar a ilha onde filmaram o filme The Beach, mesmo que seja um antro de ingleses sujos e desordeiros; queres definitivamente é ter dinheiro para saíres à noite e não pareceres um pé-descalço desesperado para ter uma oportunidade no mundo dos adultos e poderes acompanhar aquele grupo de erasmus até ao Plano B ou ao Tendinha porque viste lá aquela alemã que te sorriu uma vez do outro lado da Travessa da Cedofeita e tu achas que tens uma hipótese se lhe mostrares a tua destreza motora na pista de dança e a tua habilidade para conseguires ter uma conversa inteligível berrando debaixo dos mais de 100 decibéis ensurdecedores de ruído que se parecem vagamente com a Last Nite dos The Strokes.
E mesmo tendo o dinheiro para essa festa das festas, acabas por beber demasiados shots e demasiada cerveja, exibes demasiada descoordenação motora para seres sequer levado a sério, perdes a competência conversacional que parecia ser um dado adquirido e acabas a noite sozinho, a caminhar para casa, onde chegas encharcado porque estamos em fevereiro, chove há mais de um mês sem parar e não és grande adepto de guarda-chuvas. Além disso és forreta demais para apanhares um táxi.
Finalmente livras-te da roupa molhada, amontoada agora tão descuidadamente quanto possível num canto do quarto, e lutas contra as mangas do pijama, que não parecem querer ser penetradas pelos teus braços. Vais à cozinha buscar um copo de meio litro de água que sabes ser indispensável nas próximas horas e colocas-lo cuidadosamente entre um monte de livros e o teu telemóvel, tentando não molhar nenhuma das tuas estimadas possessões. Enfias-te entre os lençóis e revês o filme da tua noite e tentas perceber onde é que erraste e como seria se aquela alemã loira e espadaúda ocupasse agora o espaço imediatamente acima do teu corpo, entre ti e o peso do edredão de penas. Fechas os olhos com um sorriso nos lábios à medida que imaginas os movimentos sensuais da alemã que te monta na tua imaginação. Por muito esperançosa que seja a tua ereção, sabes que o sono e a ebriedade que te dominam agora não te permitem sequer uma masturbação balsâmica.
Acordas de forma algo abrupta com o som de mobília a bater na parede do apartamento ao lado. Se escutares atentamente, distingues os gemidos por entre o arfar rápido e ritmado de duas pessoas. As gargalhadas indecentes, primeiro de um homem e quase imediatamente de uma mulher, ecoam pelo prédio. As molas do colchão chiam indecorosamente, numa cadência certa, pequenos gritinhos queixosos de uma cama que não foi feita para ser abusada tão violentamente. E o andamento acelera subitamente até se consumar num grito menos controlado e num silêncio ominoso. Depois recomeça, e o ritual repete-se uma e outra vez, mesmo quando já parece ter passado uma hora e tu imaginas que tenham experimentado todas as 8 posições que tu achas serem minimamente exequíveis. Vais bebendo água e esperas adormecer mais cedo ou mais tarde, quando o teu cérebro se habituar e todo aquele barulho se transformar em ruído branco, indistinguível do dos autocarros barulhentos que começam a abanar a estrutura do edifício de cada vez que passam na rua lá em baixo. Mas não consegues dormir. A tua imaginação não te deixa, os sons são sugestivos demais e não é propriamente o tipo de situação que consegues convencer o teu cérebro que é normal. O acto sexual, mesmo o alheio, é sempre algo de especial, e até parece que consegues sentir o cheiro do latex. Pões-te a pé e vais à casa de banho. Quando voltas bebes mais água e ligas o computador portátil. Metes os auscultadores nos ouvidos e escolhes um álbum de Thievery Corporation para adormeceres serenamente sem distrações externas.
Deve ter resultado porque acordo e já são três da tarde. No apartamento ao lado já não há sons de camas a abanar nem agitações sugestivas de actos impúdicos. Apenas o sussurro de vozes abafado pelas paredes mestras. Portas que se batem, talvez da casa de banho, talvez da entrada do apartamento. Ouço claramente passos descendo as escadas comuns, e depois o estrondo da porta da rua a ser batida violenta e despreocupadamente. Corro para a janela e espreito. O meu vizinho do lado sai com uma ruiva. Parece-me A Ruiva. Eles param de repente e ele volta para trás, deve ter-se esquecido de algo. Ela espera-o do outro lado da rua, encostada à parede. É ela, de certeza, a minha Claire Fisher. O meu coração bate mais rápido e sinto que ainda a quero. Quero-a ainda mais. Ela sorri quando o meu vizinho regressa, mas há sempre algo de triste e desconfiado nos seus olhos, um vazio permanente que ninguém vai nunca conseguir preencher. Ainda assim não me importava de morrer tentando. Eles afastam-se rua fora. Fico à espera que se aproximem, que deem as mãos, porém nada acontece, e acho que é ela que não quer. É esse tipo de coisas que a tornam o centro gravitacional do universo, essa distância orbital que ela cria e nos faz girar eternamente à volta dela, como uma lua em torno de um planeta, ferozmente sugada pela sua força de atração mas afastada o suficiente para nunca criar o perigo de colisão fatal.
Sinto-me de novo um zombie, com uma vontade irresistível de fazer alguma coisa que não sei descrever. Saio à rua instintivamente. Procuro um sítio onde me sinta bem, procuro os meus amigos, alguém que me distraia e amenize o dano causado.
Sou a formiga.
Sinto o esporo a penetrar lentamente em mim. Não lhe resisto. Não vale a pena. Só me resta procurar a amiga momentânea, e a amiga da amiga momentânea, e o amigo da amiga da amiga momentânea, e queixar-me da Claire Fisher e do esporo que ela libertou na minha direção e me tortura agora. Só me resta esperar que eles reconheçam o meu estado débil e o perigo potencial que represento e me levem para longe, para bem longe desta colónia de formigas, bem comportadas demais para eu lhes querer tanto mal.
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2015.11.02 23:21 RandomMe98 Voz do tradutor do Google mudou

Já estou a ter saudades daquela maviosa voz feminina, com uma pronúncia digna de risos, pois agora temos uma voz que parece alemã. Já ouvi esta voz em linguas como o letão, o vietnamita e o galês.
Aquela maviosa mulher sintetizada tinha os seus tiques. "ch" era "cêga" e nem todas as frases interrogativas acabavam com tons interrogativos.
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